Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi




A _ cor _ dar , é preciso !


sexta-feira, agosto 31, 2007

Côr de desapego.



O homem que vive sem anseios, e não diz ... nem meu nem eu ... alcançou a paz .!

quinta-feira, agosto 30, 2007

Côr de Sêr.

Sê ...
Se não puderes ser um pinheiro no topo da colina
Sê um arbusto no vale ... mas Sê o melhor arbusto
à margem do regato.
Se não puderes ser uma arvore, Sê um ramo.
Se não puderes ser um ramo, Sê um pouco de relva...
e dá alegria a um caminho.
Se não puderes ser uma estrada, Sê uma senda.
Se não puderes ser o sol, Sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso ...
Mas Sê o melhor no que quer que sejas .!

Douglas Malloch

quarta-feira, agosto 29, 2007

Côr de sono profundo.



Gostava de dormir horas a fio. Sem mesmo sonhar.

Gostava de dormir o que foi o sono profundo das espécies .!

terça-feira, agosto 28, 2007

Côr de consentimento.



Permitir,

sempre escutar aquilo que não me tenho consentido.
Só assim deixa de existir num só corpo, guarda e prisioneira .!

segunda-feira, agosto 27, 2007

Côr de Amem.



Creio nos anjos que andam pelo mundo. Creio na deusa de olhos de diamante.

Creio em amores lunares com piano ao fundo. Creio nas lendas, nas fadas,nos atlantes.

Creio num engenho que falta mais fecundo, de harmonizar as partes dissonantes.

Creio que tudo é eterno num segundo. Creio num céu futuro que houve dantes.

Ceio nos deuses de um astral mais puro. Na flor humilde que se encosta ao muro.

Creio na carne que enfeita o além. Creio no incrível, nas coisas assombrosas.

Na ocupação do mundo pelas rosas.

Creio que o Amor tem asas de ouro, Amem .!

*

Natália Correia

domingo, agosto 26, 2007

Côr de Ovo.



Ovo, germe inicial da vida.

O homem soube que tinha que abrir o que estava fechado e era mistério.

Assim, a Luz libertou-se, invadindo e iluminando a terra e tudo que nela habita.

sábado, agosto 25, 2007

Côr de chegada e partida.


Acabei de saber que sou um passageiro, que por aqui se apeou, para respirar tudo e nada.
Aguardo o próximo transporte que me levará de volta, sem hora marcada .!
Mário Quintana

sexta-feira, agosto 24, 2007

Côr de Tu.



Porque os outros se mascaram mas tu não. Porque os outros usam a virtude, para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados, onde germina a podridão. Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem, e os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos e tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam, mas tu não .!

Sophia de Mello Breyner

quinta-feira, agosto 23, 2007

Côr de intimidade.



Os amantes,

Entre eles devia existir intimidade. Mas nós temos receio dela. Não a encaramos, perante nós mesmos.

E sem ela não há amor, não há amizade.

Mas, quando nos soubermos amar, podemos mostrar-nos sem medos.

Então, amantes e amigos aparecem, e existem na sua plenitude.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Côr de dar e tomar.


Dar e Tomar

Duas palavras que vivem como que associadas, pelo oposto.Se tomamos é porque não damos, no momento, e vice -versa.

Já nascemos como que imbuídos destes dois conceitos.

Mas é normal. Há casos em que quando se dá, está a receber-se.

O problema é que há mais pessoas a pretender tomar que dar.

Daí o desequilíbrio .!

terça-feira, agosto 21, 2007

Côr de ser mulher.





( ... )

Ser mulher ...

É chorar calada as dores do mundo e em apenas um segundo, já estar sorrindo.

( ... )

Ser mulher ...

É acima de tudo um estado de Espirito.

É uma dádiva ... É ter dentro de si um tesouro escondido, e ainda assim dividi-lo com o mundo .!

Silvana Duboc

segunda-feira, agosto 20, 2007

Côr de credulidade.



O diabo pode citar as escerituras, quando isso lhe convém .!

William Shakespeare

E eu que o diga ... !

domingo, agosto 19, 2007

Côr de poema em nós.


Os poemas são pássaros que chegam não se

sabe de onde e pousam, nos livros que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo, como

de um alçapão.

Eles não têm pouso, nem porto.

Alimentam-se num instante em cada par de

mãos e partem .

E olhas, então, essas tuas mãos vazias no

maravilhoso espanto de saberes

que o alimento deles, já estava em ti .!

Mário Quintana

sábado, agosto 18, 2007

Côr de sede de infinito.

( ... )
É ter fome, é ter sede de Infinito !
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim ...
É condensar o mundo num só grito .!
( ... )

Florbela Espanca

sexta-feira, agosto 17, 2007

Côr de tentar ...



Tentar

Renunciar ao nosso ego e morrer a cada instante para o passado.Deste modo, tornamo-nos mais jovens, tenros e vivos.

E assim, estar sempre presente no presente .!

quinta-feira, agosto 16, 2007

Côr da liberdade de facto.





Liberdade, ainda é e só uma palavra. Tem-se escrito, falado , lido ... sobre ela. Inclusivé tem-se lutado em prol da sua defesa.

Mas enquanto tal for necessário, ela não existe, de facto.

Haverá liberdade, sim, quando ela morar nos nossos corações e fôr algo palpável ,cristalino e forte, tal como um rio que corre ou um fogo que arde .!

quarta-feira, agosto 15, 2007

Côr de mestria felina.


Há características que admiro no animal humano, e que são, sem dúvida, uma herança felina.
Domínio sobre nós próprios, uma aversão aos sons brutais e uma necessidade de estar em silêncio, por largos períodos de tempo.!

terça-feira, agosto 14, 2007

Côr de inocência perdida.



Hoje, ao despertar, senti necessidade de reencontrar a minha Inocência. Presumo que estará debaixo de camadas a que chamamos cultura e , muitas vezes, apenas erudição.

Um Sábio é inocente , mas um instruído não. Daí o nosso cansaço.

Portanto, vai ser difícil descobri-la, mas vou tentar.

Por hoje, vou resolver o assunto, imaginando-me fazendo parte deste grupo de crianças, que seguramente, ainda a possuem .!

segunda-feira, agosto 13, 2007

Côr do valor do vento.

Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento.
( ... ). O vento das árvores, o vento dos cabelos, o vento do Inverno o vento do Verão. O vento é o melhor veículo que conheço. Só ele traz o perfume das flores, só ele traz a música que jaz à beira mar em Agosto.
Mas hoje soube o verdadeiro valor do vento.
O vento, actualmente, vale oitenta escudos.
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto.

Ruy Belo

domingo, agosto 12, 2007

Côr de Adolfo Correia da Rocha.


( ... )

Minha Mãe , a tremer, analisou-me o sexo,e ao ver que eu era um homem , corou ...

Miguel Torga

Côr de sorriso teu.

Há dias, que sorrir é um acto espontâneo, como que necessário. Outros, é de tal forma difícil, que até doi ...
Portanto, no dia em que passar por ti e não te sorrir, precisarei, mais de que nunca, de um sorriso teu .!

sábado, agosto 11, 2007

Côr de ... luzir.















Lustroso um astro volante, rompeu das húmidas relvas, com seu voo rutilante, alegrava à noite as selvas.


Mas do vizinho terreno, saiu de uma cova um sapo, e despediu-lhe um sopapo que o ensopou em veneno.


Ao morrer exclama o triste : -que tens tu de que me acuses ? Que crime em meu seio existe ? Respondeu-lhe ... - Porque luzes ?

Marquesa de Alorna

sexta-feira, agosto 10, 2007

Côr de anseio.


Anseio

que as minhas palavras possam ser substituídas pelo toque, pelo sentir,pelo compreender.

Mais, ainda, pelo segredo das coisas simples e raras.

quinta-feira, agosto 09, 2007

Côr de sentido de humor.

Ter sentido de humor, não é , para mim,rir do inusitado. Isso é saber rir. Humor é fazê-lo de nós próprios. E quando isso acontece, segue-se uma sensação boa, de bem estar. Que tem a nossa côr preferída. Aquilo a que chamamos tolerância.
É aquele riso que é aceite no coração, e sobe a todas as partículas do nosso ser, e nos torna mais fortes e confiantes .!

quarta-feira, agosto 08, 2007

Côr de Pedra.















Pedra ...

O distraído tropeça nela. O violento utiliza-a como arma. O homem cansado faz dela um assento. As crianças brincam com ela. Miguel Angelo fez uma escultura.

Portanto, é em nós que reside a diferença e não na pedra.

terça-feira, agosto 07, 2007

Côr do ... Amor .



Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.

( ... )

Dai o vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.

Enchei a taça um do outro, mas não bebais da mesma taça.

( ... )

Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um vós estar sòzinho.

( ... )

Kahlil Gibran

segunda-feira, agosto 06, 2007

Côr de pegadas.








Meu caminho de rosas, que não tive, lego em testamento aos naufragos.

Sem veludo nos pés é como vive, quem quer deixar os passos desenhados.

Miguel Torga

domingo, agosto 05, 2007

Côr de C.C.B.


Esta noite deambulei pelo C. C. B. .
Aconteceu algo de real , depois a saudade fez o resto.
E , como sempre acontece, viu-o melhor do que em qualquer outro momento. Porque o visitei com os olhos da alma e do coração. Aquela questiúncula ... se fica ou não bem junto do Mosteiro dos Jerónimos, não existiu. Estas coisas para a dimensão dos sonhos, não são importantes.
Admirei a beleza da pedra em que é construído. É linda e quente. Tem uma luz magnífica.
E para finalizar, desfrutei aquele belo terraço, de onde se avista o Tejo, e onde os pássaros não têem problema algum em compartilhar connosco a mesma mesa.
Foi um belo sonho .!

sábado, agosto 04, 2007

Côr de queixa.


Dão-nos um lírio e um canivete, e uma alma para ir à escola.
E um letreiro que promete raízes, hastes e corola.
( ... )
Temos fantasmas tão educados que adormecemos no seu ombro,
sonos vazios, despovoados de personagens do assombro.
( ... )
Dão-nos um cravo preso à cabeça e uma cabeça presa à cintura,
para que o corpo não pareça a forma da alma que a procura.
( ... )
Por isso a nossa dimensão não é a vida, nem é a morte .
Natália Correia

sexta-feira, agosto 03, 2007

Côr de eternidade.



Viver o dia como se fosse o último , mas fazer projectos como se fosse eterno .!

quinta-feira, agosto 02, 2007

Côr da verdade.








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É impossivel dizer o que é a verdade, pois ela não existe enquanto tal. Ela só existe enquanto manifestação, através da sabedoria dos homens. E aquele que a possui não a diz, pratica acções que falam por si. Pois só assim é que a verdade se mostra. No silêncio dos actos.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Côr de pressa.



As tartarugas conhecem as estradas melhor que os coelhos .!