terça-feira, maio 06, 2008

Côr de súplica .



Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às perguntas
Que te fiz .
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti, como de mim .

Perde-se a vida, a desejá-la tanto.

Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.

Mas o tempo passou.
Há calmaria ...
Não perturbes a paz que me foi dada.

Ouvir de novo a tua voz seria ,
Matar a sede com ... água salgada . !

Miguel Torga

4 comentários:

  1. Silêncio

    De tanto, não falar,
    Esqueci-me
    Da cor do mar
    E das ondas,
    Com que ele
    Insinua o teu corpo,
    Como das algas
    Que delimitam
    O teu cabelo.
    Seco,
    Sofro das miragens,
    E das areias
    Do deserto,
    Que como nuvens,
    Tapam os meu olhos
    Da tua silhueta.
    Ébrio,
    Pegasse-me a língua
    Ao céu da boca,
    E vislumbro outros céus
    Onde tu paras
    E eu descanso,
    Enroscado sobre mim,
    Sem saber de mim
    Nem de ti.
    Silêncio.
    Tu o pedes
    E eu te o dou.

    LFC

    ResponderEliminar
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar