sexta-feira, maio 28, 2010

Côr de ... é livre e eterno .



Os gatos
entram na nossa vida pela porta estreita do afecto e
demoram-se ... ...
e
fazem o ninho , pequenos deuses sem tutela , como
quem faz do nosso coração
a sua casa.
A sua soberania é ágil e volátil como o voo dos pássaros e

o sono das fadas .
Os gatos são a nossa paixão abençoada , pela alma que
põem no que são e no que sabem e pela ternura que
guardam no que escondem .
Pela boca dos gatos diz-se a liberdade de quem se dá só
a quem se ama.
Por amor do gato se escreve o livro e se faz da palavra
o louvor do que é
felino
e

do que , por não ter dono , é livre e é eterno !




José Jorge Letria _ excertos do poema " Os gatos nossos de cada dia "_

4 comentários:

  1. Quem me dera ser gato.
    Sentava-me ao teu colo

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  2. hermetico fagundes ,
    se fosse gato e houvesse aquilo a chamamos química .
    Esta premissa é muitíssimo importante entre animais e humanos .
    Aqueles , entendem mais disso do que nós .
    Portanto , não basta ser gato .

    Maria

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  3. Será que um gato
    Tem a rara faculdade
    de imaginar ser humano?
    Se tiver, eu sento-me ao colo dele.

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  4. hermetico fagundes ,
    melhor sorte para o gato .

    Agora pensemos na sua carência .
    Há ou havia , ao cimo do parque Eduardo VII uma escultura de Botero que tinha um colo mesmo à medida de um humano , já crescido .
    Sempre que por lá passava , para ir a uma esplanada muito agradável , com um espelho de água , ali perto , pensava nisso .
    Vá lá e veja se concorda comigo .
    Se a escultura já lá não estiver ... conhece a esplanada .

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