sexta-feira, dezembro 18, 2009

Côr de envenenando o dia .


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Tão longe meu amor , te quis da minha imperfeição ,
da minha crueldade , desta miséria de ser por intervalos a imensa altura para que me arrebatas ,
_ meu palpitar à beira da alegria , meu reflexo nas águas tranquilas da liberdade imaginada _ ,
tão longe , que já não meus erros regressem como verdade , envenenando o dia a dia alheio .

Tão longe meu amor , tão longe ,
Quem de tão longe alguma vez regressa ?!

E quem ó minha imagem , foi contigo ?

De mim a ti , de ti a mim,
quem de tão longe alguma vez regressa ?


Jorge de Sena _ Quinze poetas portugueses do século X X _

2 comentários:

  1. Querida Amiga ,
    belo o poema e bela a imagem .

    Beijos e bfs

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  2. Paulo ,
    obrigada .

    Um beijo e bfs , tb .

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