Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi




A _ cor _ dar , é preciso !


terça-feira, setembro 28, 2010

domingo, setembro 26, 2010

sábado, setembro 25, 2010

Côr de ... quem nos terá ensinado .





















Das toupeiras aprendemos a cavar túneis.
Dos castores , aprendemos a fazer diques.
Dos passaros , aprendemos a fazer casas.
Das aranhas , aprendemos a tecer.
Do tronco que rodava ladeira abaixo, aprendemos a roda.
Do tronco que flutuava à deriva , aprendemos a nau.
Do vento , aprendemos a vela.

Quem nos terá ensinado as manhas ruins?
De quem aprendemos a atormentar o próximo e a humilhar o mundo?


Eduardo Galeano _Bocas do Tempo _

quinta-feira, setembro 23, 2010

Côr de Outono .






















Cores ténues ... misturadas com fortes e belos vermelhos .
Cheiros bons , aconchegantes .
Tempo de inícios ou recomeços .
De suaves melodias ...
Silêncios ... ... ...
A

minha estação .

quinta-feira, setembro 16, 2010

Côr de ... sou quieta .



Não,
não ofereço perigo algum ...
sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro , definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto. Se tomada com cuidado , verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto , mas se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos , me esfarelo em poeira dourada.

Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas , dos muitos toques , embora sempre os tenha evitado .
Aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia , e mesmo assim ...
insisto ....


Caio F. de Abreu _ Os dragões não conhecem o paraíso _

sexta-feira, setembro 10, 2010

Côr de ... direito ao delírio .


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Possuímos uma única certeza ... no século vinte e um , ainda que possamos estar aqui , seremos todos gente do século passado e , pior ainda , seremos gente do passado milénio. Não podemos todavia tentar adivinhar o tempo que será sem que tenhamos, pelo menos, o direito de imaginar aquele que queremos que seja. Em 1948 e em 1976 , as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos, mas a imensa maioria da humanidade não tem senão o direito de ver, de ouvir e de calar. Que tal se começássemos a exercer o nunca proclamado direito de sonhar ? Que tal se delirásemos por um pouco ? Vamos então lançar o olhar para lá da infâmia , tentando adivinhar outro mundo possível.

No próximo milénio o ar estará limpo de todo veneno que não venha dos medos humanos e das humanas paixões. Nas ruas, os automóveis serão esmagados pelos cães. As pessoas não serão programadas por computador , nem compradas no supermercado, nem espiadas por televisor. O televisor deixará de ser o membro mais importante da família e será tratado como o ferro de engomar ou a máquina de lavar a roupa. As pessoas trabalharão para viver, em vez de viverem para trabalhar. Será incorporado nos códigos penais o delito de estupidez, que cometem todos aqueles que vivem para ter ou para ganhar, em vez de viverem apenas para viver, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca. Em nenhum país serão presos os jovens que se recusem a cumprir o serviço militar. Os economistas não chamarão nível de vida ao nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida à quantidade de coisas. Os cozinheiros deixarão de considerar que as lagostas gostam de ser cosidas vivas. Os historiadores deixarão de crer que existiram países que gostaram de ser invadidos. Os políticos não acreditarão mais que os pobres adoram comer promessas. A solenidade deixará de se julgar uma virtude e ninguém tomará a sério nada que não seja capaz de assumir. A morte e o dinheiro perderão os seus poderes mágicos , e nem por disfunção ou por acaso será possível transformar o canalha em cavalheiro virtuoso. Ninguém será considerado herói ou louco só porque faz aquilo que acredita ser justo, em vez de fazer aquilo que mais lhe convém. O mundo já não se encontrará em guerra contra os pobres , mas sim contra a pobreza, e a indústria militar não terá outro caminho senão declarar a falência. A comida não será uma mercadoria , nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos. Ninguém morrerá de fome porque ninguém morrerá de indigestão. As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua. Os meninos ricos não serão tratadas como se fossem dinheiro porque não existirão meninos ricos. A educação não será um privilégio apenas de quem possa pagá-la. A polícia não será a maldição daqueles que não podem comprá-la. A justiça e a liberdade , irmãs siamesas condenadas a viverem separadas , voltarão a juntar-se , bem unidas ombro com ombro. Uma mulher , negra, será presidente do Brasil e outra mulher, negra também, será presidente dos Estados Unidos da América , uma mulher índia governará a Guatemala , e outra o Peru. Na Argentina , as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental , porque se negaram a esquecer em tempos de amnésia obrigatória. A Santa Madre Igreja corrigirá os erros das tábuas de Moisés , e o sexto mandamento mandará festejar o corpo. A Igreja ditará também outro mandamento que havia sido esquecido ... " Amarás a natureza , da qual fazes parte ". E serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma.

Os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados , porque eles são aqueles que desesperaram de tanto esperar e os que se perderam de tanto procurar. Seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham desejo de justiça e desejo de beleza , tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido , sem que importem as fronteiras do mapa e do tempo. A perfeição continuará a ser o aborrecido privilégio dos deuses , mas , neste mundo imperfeito e exaltante , cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro.


Eduardo Galeano .

segunda-feira, setembro 06, 2010

sábado, setembro 04, 2010

Côr de ... eu não deixe .


*
A utopia
está lá no horizonte.
Me aproximo dois passos , ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe , jamais alcançarei.
Para que serve a utopia
?
Serve para isso ...

para que eu não deixe de caminhar.


Eduardo Galeano

sexta-feira, setembro 03, 2010

Côr de Mariana , meu pequeno grande amor .



Fôfinha ,
há cinco anos atrás houve umas mãos que te seguraram e te apresentaram à Vida .
Neste momento , as tuas já se abrem para segurar algo que faz parte desta mesma Vida .
Que continues de mãos abertas para dar , receber e segurar , mas ...

sem aprisionar.

*
Um abracinho muito apertado e um beijo grande , mas mesmo muito grande !