Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi




A _ cor _ dar , é preciso !


domingo, outubro 31, 2010

Côr de elogio à imaginação .




















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Algum tempo atrás , a BBC perguntou ás crianças britânicas se preferiam a televisão ou a rádio . Quase todas escolheram a televisão , o que foi algo assim como constatar que os gatos miam e os mortos não respiram . Mas entre as poucas crianças que escolheram o rádio , houve uma que explicou ...

_ Gosto mais de rádio , porque pela rádio vejo paisagens mais bonitas _

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Eduardo Galeano
Rebeka _ Rodosek

sábado, outubro 30, 2010

Côr de pessimismo


O
pessimismo é bom ,
quando é fonte de energia .
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Fernando Pessoa _ palavras de _
Braldt Bralds

sábado, outubro 23, 2010

Côr de insatisfação .


Sente - se
uma insatisfação , sobretudo nos jovens , perante um mundo que já não oferece nada , só vende !
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José Saramago

quinta-feira, outubro 21, 2010

Côr de furtacores .


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_ O que é escrever? No fundo é estruturar o delírio , e tem graça porque quando se trata o delírio o que aparece sempre é uma depressão subjacente _

_ Um amigo meu , o Daniel Sampaio , talvez o melhor psiquiatra português , costuma dizer que só os psicóticos são criadores. Você fala com um neurótico e são tipos que não são nada , que são chatos , repetitivos.
Os psicóticos são espantosos , dizem frases espantosas , estou a lembrar - me de uma que era ...
" aquele homem tem uma voz de sabonete embrulhado em papel furtacores " _
Isto é uma frase do caraças _


Antonio Lobo Antunes

segunda-feira, outubro 18, 2010

Côr de Mago .












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Mago respirou fundo . Abriu o nariz e encheu o peito de ar ou de luar , não podia saber ao certo , porque a noite era clara como o dia e parada como uma montanha . Esticou-se então por inteiro , firmado nas quatro patas , arqueou o lombo , e deixando-se ficar assim por alguns instantes, só músculos, tendões e nervos, com os ossos a ranger de cabo a rabo. Arre , que não podia mais ! A quele mormaço da sala dava cabo dele. Deixava-o sem ação , bambo , mole e morno como o cobertor de papa onde dormia. A que baixezas a gente pode chegar ! Ah , mas tinha que acabar semelhante degradação ! Não pensasse lá agora a senhora D. Maria da Glória Sância que estava disposto a deixar-se perder para sempre no seu regaço macio de solteirona. Não faltava mais nada !
/

_ Ouvi dizer que já nem sardinhas comes ?!
Essa agora! É todos os dias...
E que nunca mais caçaste
?
Ainda esta manhã ... _

Piadinhas do Lambão ...
/
/
E , sem querer, sem poder aceitar a sua degradação, Mago entrou pelo postigo da cozinha e foi-se deitar entre os braços balofos da D. Sância
.

Mas a que propósito vinham agora as perplexidades e as recriminações ? Sim , a que propósito? Fartinho de saber que nem sequer lhe passara pela cabeça a idéia de resolver o caso doutra maneira ! Ao menos fosse sincero . De resto , que esforço concreto fizera para se libertar ? Nenhum. Ainda não havia uma dúzia de horas , ouvira a voz de Lambão como um eco da própria consciência ... E , afinal , ali estava outra vez ! E viera de livre vontade ... Ninguém o obrigara... Já roído de remorsos ? Ora, ora ! Outro fosse ele , nem aquela casa encarava mais.
E voltara ! Sim , voltara miseravelmente... E à procura de quê ?
Da paz podre , dum conforto castrador ... ...
*
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Miguel Torga _ excerto de Bichos _

Bichos _ ... porque de quatro patas , ou de duas pernas e dois braços _

domingo, outubro 17, 2010

sexta-feira, outubro 15, 2010

Côr de ... amo - te .



















Ele nunca lhe disse ... amo - te .
Mas lá no fundo , sempre soube disso.
Ele nunca lhe segurou as mãos .
Mas lá no fundo , o apoio existe .
Ele nunca a olhou dentro dos olhos .
Mas lá no fundo , o enlevo existe .
E esse enlevo , dá - lhe a certeza que é o seu colo que quer , como mulher e como criança .
Porém , um turbilhão começa a inundar - lhe a alma .
Nunca soube lidar com turbilhões , nem com sentimentos avassaladores .
Medo ? Talvez .
Um medo vindo de distantes passados .
E
a mulher que fácilmente ama , e que é fácil de amar , não fecha a porta ao amor ,
mas ... à palavra ... amo - te
!
É que os sentimentos não são falsos , mas as palavras ... podem ser .

quarta-feira, outubro 13, 2010

Côr de ... ainda .
















São estes gestos que seguram , ainda , a esperança na raça humana .

sábado, outubro 09, 2010

quarta-feira, outubro 06, 2010

Côr de Amália .



Quando Lisboa anoitece
Como um veleiro sem velas
Alfama toda parece
Uma casa sem janelas
Aonde o povo arrefece

É numa água-furtada
No espaço roubado à mágoa
Que Alfama fica fechada
Em quatro paredes de água
Quatro paredes de pranto

Quatro muros de ansiedade
Que à noite fazem o canto
Que se acende na cidade
Fechada em seu desencanto
Alfama cheira a saudade

Alfama não cheira a fado
Cheira a povo, a solidão,
Cheira a silêncio magoado
Sabe a tristeza com pão
Alfama não cheira a fado
Mas não tem outra canção.

Ary dos Santos

terça-feira, outubro 05, 2010

Côr de centenário da republica .





















Republica ... Res Publica ... Coisa Publica !

segunda-feira, outubro 04, 2010

Côr de dia do animal .

O avanço de uma nação , vê - se , pela forma como os seus animais são tratados .

Mahatman Gandhi

É evidente que algumas efemérides são descabidas .
Dia do animal !!!
Não deviam sê - lo ... todos ?!





















A cinzas , teve , exactamente , há um mês três filhotes .
Foi o seu presente para a Mariana .
Ontem ,
para mim , foi trazê - los , um a um , já todos reguilas , como a apresentá - los .
Mas ... mesmo com a responsabilidade de mãe , não precindiu do seu costumeiro pedido ... colo .

Como amo esta amiguinha !

domingo, outubro 03, 2010

Côr de musica que gosto .

Côr de partilha .

Olá Amiga ,

Entrou há pouquinho o dia 3 e quero aproveitá-lo desde o início para a saudar, enviar-lhe os parabéns e desejar que seja mesmo um dia em cheio!
Vou partilhar consigo um excerto dum poema de Camilo Pessanha que " me encontrou"
hoje, porque nada acontece por acaso, acho eu...

"Encontraste-me um dia no caminho/ Em procura de quê, nem eu o sei./ Bom dia, companheiro _ te saudei,/ Que a jornada é maior indo sozinho.

É longe, e muito longe, há muito espinho!/ Paraste a repousar, eu descansei.../ Na venda em que poisaste, onde poisei,/ Bebemos cada um do mesmo vinho.

É no monte escabroso, solitário./ Corta os pés como a rocha dum calvário,/ E queima como a areia!...Foi no entanto

Que chorámos a dor de cada um.../ E o vinho em que choraste era comum / Tivemos que beber do mesmo pranto.
/

Deixai-me chorar mais e beber mais ,/ Perseguir doidamente os meus ideais,/ E ter fé e sonhar .... encher a alma."

Beijinhos


*
Obrigada .
O excerto do poema é lindo .
Um beijo

Côr de ... dia 3 de Outubro .



Um presente de um amigo .
" ... como gostas de mãos .
E não me digas que não gostas do cenário "


Obrigada .
Ser lembrada é muito bom .

sábado, outubro 02, 2010

Côr de Mahatma Gandhi .






















Temos
de nos tornar na mudança que queremos ver .


Mahatma Gandhi [ nascido a 2 de Outubro de 1869 ]

sexta-feira, outubro 01, 2010

Côr de agua e musica .






















Agua ,
e
musica .

A primeira ,
necessária a todas as formas de vida .
Bem essencial , portanto , ainda que muitos de nós o esqueça .
A segunda ,
existiu , sempre , na natureza ... nos chamados barulhos ... agua correndo ... uivo do vento ... nas próprias tempestades ... em muitas manifestações animais , sobretudo no canto dos pássaros e , até ... no próprio silêncio .
O homem , servindo - se desta base , fez aquilo que não é um bem essencial , mas uma necessidade , para muitos .