quinta-feira, setembro 01, 2011

Côr de normalidade .





















Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante
Deles não quero respostas , quero meu avesso .
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o pior de mim.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta .
Não quero só o ombro e o colo ... quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim ... metade loucura , metade serenidade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice !
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto , e velhos para que nunca tenham pressa.
Pois vendo os loucos e santos, tontos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril !




Desconheço o Autor .
imagem  _  Charles   Duer  _

5 comentários:

  1. Um dos textos mais bacanas que já li por aqui!

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  2. Posso imaginar meia-dúzia de autores prováveis. Ora tal número é demasiado elevado para ter boa probabilidade de acertar. Uma coisa parece-me certa poderiam todos; elas e eles, serem amigos do autor.

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  3. Obrigada por me dar a conhecer um texto assim tão belo.

    Bem haja!

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  4. Gostei do texto, mas acho que tem um pequeno senão...
    Os amigos não se escolhem... acontecem...
    Beijo, querida amiga.

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  5. Amigo Nilson ,

    de acordo . E é quando acontece que " fazemos " as escolhas .
    Os afectos são de pele ou mais ainda , para mim , são reencontros de de vidas passadas .
    A simpatia que acontece aqui na blogosfera é um exemplo ...

    Um beijo

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