sexta-feira, agosto 23, 2013

Côr de . . . quando




















Quando
a ternura
parece  já  do seu ofício  fatigada ,
e  o  sono , a  mais  incerta  barca ,
inda  demora  ,
quando  azuis  irrompem
os teus  olhos
e  procuram
nos  meus  navegação  segura ,
é  que  eu te  falo  das  palavras
desamparadas  e  desertas ,
pelo  silêncio  fascinadas .





Eugénio  de  Andrade
imagem _  Rahele  Basir  _

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