Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi




A _ cor _ dar , é preciso !


quinta-feira, agosto 28, 2014

Côr de tão verdade


















Mãe !
ata  as  tuas  mãos  às  minhas  e  dá  um nó-cego  muito apertado !

Mãe !
passa  a  tua  mão  pela  minha  cabeça   .

Quando  passas  a  tua  mão  na  minha  cabeça  é  tudo  tão verdade  !






Almada  Negreiros
imagem _ foto  das  nossas  mãos _

quarta-feira, agosto 27, 2014

Côr de lágrimas




sim , por um momento seremos a dor de tudo isto ...

Eu  não  sei  porque  me  caem  as  lágrimas ,
porque  tremo  e  que  arrepio  corre  dentro  de  mim ,
eu  que não  tenho  parentes  nem  amigos  na  guerra ,
eu  que  sou  estrangeiro  diante  de  tudo  isto ,
eu  que  estou  na minha  casa  sossegada ,
eu  que não  tenho  guerra  à  porta ,
_  eu porque tremo  e  soluço ?
Quem  chora  em mim ,  dizei _   quem chora em nós ?
/
E  se  tudo é igual  aos  dias  antigos,
apesar  da  Europa  à  nossa  volta , exangue  e  mártir ,
eu  pergunto  se  não  estaremos  a  sonhar  que  somos  gente ,
sem  irmãos  nem  consciência , aqui  enterrados  vivos ,
sem  nada  senão  lágrimas  que vêm  tarde  . . .









Adolfo  Casais  Monteiro
imagem  _  Christian  Schloe  _

terça-feira, agosto 26, 2014

Côr de amigo








como  vês  não  esqueci . 
não  foi  necessário   ver  o  frasco  com  mel . . . 


 Beijo

sábado, agosto 23, 2014

Côr de mãos abertas
















È
urgente  . . .
transformar    punhos   bem   fechados ,   em   mãos   
bem   abertas .





Imagem  _  net  _


A Livraria Poetria realiza a próxima sessão do Tabernáculo Poético no dia 26 de Agosto, pelas 22h, no Aduela taberna-bar (rua das Oliveiras 36, em frente ao TeCA, Porto), sobre o tema “PORTUGAL”, com Luís Beirão (poemas) e Rui David (música).

O mote será o verso de Jorge Sousa Braga: “Ai Portugal Portugal, estou loucamente apaixonado por ti.
A tua língua, os teus poetas, o teu riso triste, as tuas lágrimas amargas, os teus costumes ora brandos ora bárbaros, o teu coração ao pé da boca, o rio da tua aldeia, o teu impiedoso mar…, tudo o que me dás e tudo o que me roubas.
Nunca te esqueças, meu desgraçado . . . pertencemo-nos um ao outro até que a morte nos separe !

Venham e tragam poemas de amor ou ódio a este país de perdição, para os lerem ou gritarem ou murmurarem aos seus e aos nossos ouvidos.

A entrada é livre!

segunda-feira, agosto 18, 2014

Côr de ver através das mãos





















Precisamos
de   ver   com   os   olhos   e   com   as   mãos ,     
para  a  navegação   ser   perfeita  . . .







imagem  _  Igor   Maikov _

quinta-feira, agosto 14, 2014

Côr de saber




 Os 
pássaros  não  preciam  de  ornitólogos   para   voar  . . . 





imagem  _ marina terauds _

quarta-feira, agosto 06, 2014

Côr de nevoeiro



Viera  do  rio  pela  mão  duma  criança .
A  cidade  é  agora  de  porcelana  branca.







Eugénio   de   Andrade
imagem  tirada da  net



Todos   temos   nevoeiros   a   rodearem - nos  o  coração 

E ,
muitas   vezes ,  apenas  a  mão  de  uma  criança   tem   
a   coragem   calma  de   nos  ensinar   a    esperar  que   
eles  se  dissipem .

Para ,  então ,  termos  a  capacidade   de   ver ,   a  beleza  da   porcelana . 


segunda-feira, agosto 04, 2014

sexta-feira, agosto 01, 2014

Côr dos nossos males




















 A  nós  bastem  nossos  próprios  ais,
Que a ninguém  sua  cruz  é  pequenina .
Por  pior  que  seja  a  situação  da  China ,
Os  nossos  calos  doem  muito  mais . . .










Mário Quintana
imagem  _  Tigran  Tsitoghdzyan _