A _ cor _ dar , é preciso !


sexta-feira, janeiro 31, 2014

Côr de tortura





















palavras   que   podem   ferir  ,  

silêncios   que   podem  torturar . . .





imagem  _  Nanda   Correa  _

sábado, janeiro 25, 2014

Côr de abraço




















Dentro de um  abraço nenhuma  situação
é  incerta , o  futuro  não  amedronta ,  
 confortavelmente   estacionamos  meio 
 ao  paraíso .
O rosto contra  o  peito   de quem  te  abraça ,
as  batidas  do coração  dele  e  as  tuas ,  o 
silêncio  que   sempre  se  faz durante  esse 
envolvimento   físico . . .  
Nada  há  para  se reivindicar  ou  agradecer, 
dentro  de  um  abraço  voz  nenhuma  se  faz 
necessária ,  está   tudo   dito .




 





Caio  Fernando  Abreu
imagem  _   Matteo  Arfanotti _

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Côr de lágrimas















A   pequeníssima  aranha  assusta
a  criança  que  eu  estava  a  olhar ,
e  chora  .
_ Meu  duplo  filho , não  temas  a
intensa  labuta  da  caçadora  de  insectos .
Ela  estende  uma  rede ,  tão  frágil  
que  a  podes  romper  com  o  menor  dedo.
A  menos  que , antes  do  gesto , encontres
a  beleza  do  tecido  luminoso ,

quando  a  aranha  ofende  o  sol
roubando - lhe  alguns  raios ,
ou  a  beleza  da  água  que  ela  retém ,
como  diamantes  sem  preço ,
rosácea  de  lágrimas _







Fiama  Hasse P.  Brandão
imagem _  net _

segunda-feira, janeiro 20, 2014

domingo, janeiro 19, 2014

Côr de todas as cores





































Sessenta  e oito  anos separam   estas duas  fotografias 








imagem  _  net  _

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Côr de . . . porque dói




















É  melhor  eu  não  falar  em felicidade  ou  infelicidade ,
provoca  aquela  saudade  demasiada  e  lilás ,
aquele  perfume  de  violeta ,
as  águas  geladas  da  maré  mansa  em espumas  pela  areia.
 

Eu não quero provocar , 

 porque dói  .







Clarice   Lispector  _  A   hora  da  estrela  _
Imagem  _  JL  Muñoz  _

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Côr de separação




















De  repente  do  riso   fez-se  o   pranto  ,
e  das  mãos  espalmadas   fez-se  o  espanto.




De  repente,  não  mais  que  de  repente   .








Vinicius de Morais

imagem  _  Tomasz  A .  Kopera  _