A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

sábado, junho 04, 2016

Côr de o tempo é curto

 Embarca em mim ,
que
o tempo é curto . . .





letra e musica _  Pedro  Abrunhosa _

quarta-feira, junho 01, 2016

Côr de criança em nós



















Mãe

ensinaste - me  muito  coisa . . .

faltou  uma  ,  porém  . . .

Como   faço  quando  preciso  de ti  ,
                            e 
tu   não  _________________ estás ?

 


quinta-feira, maio 26, 2016

Côr de caçadas ?!


Até ,
que  os  leões  tenham  os  seus próprios 
historiadores ,
as
estórias  de  caçadas  continuarão  enaltecendo
o caçador .






imagem _  Jurek  Zamoyski _

domingo, maio 22, 2016

Côr de o sempre abraço


Não faz muito que foram descobertos, na sequidão
do que antigamente foi a  praia de Zumpa, no Equador .

E aqui estão , a todo sol ,  para quem quiser vê-los . . .
um homem e uma mulher descansam  abraçados,
dormindo amores , há uma  eternidade.

Escavando o cemitério dos índios, uma arqueóloga
encontrou este par de  esqueletos de amor atados.
Há oito mil anos que os amantes de Zumpa  cometeram
a irreverência de morrer sem se desprender , e qualquer
um que se  aproxime pode ver que a morte não lhes
provoca a menor preocupação .
É surpreendente sua esplêndida formosura ,tratando-se
de ossos tão feios no  meio de tão feio deserto, pura
aridez  e cinzentice e surpreendente  modéstia .

Estes amantes , adormecidos no vento , parecem não
ter percebido que eles têm mais mistério e grandeza
que  as pirâmides de Teotihuacán ou o santuário de
Machu Picchu ou as cataratas do Iguaçu.





Eduardo  Galeano _  Mulheres _
imagem _  net  _

sábado, maio 14, 2016

Côr de recordar



Recordar . . .  . . .
                                 do latim  re-cordis

Tornar
  _______________ a  __________________
passar   pelo                                                       Coração









imagem _  esculturas de  Beatriz  Cunha _

sexta-feira, maio 06, 2016

Côr de resto de saudade













Ficara , ainda   um  resto  de  saudade
na  gelada  memória ,  que  apagava
o  sulco  dos  seus  passos  tresmalhados
enterrados  na  noite  que  avançava
e  em  soluços  trémulos  chamava ,
os  pássaros  perdidos ,  na  névoa  que  chegava .
Ficara  um  cheiro  a  ranço ,  na  toalha  encardida
e  um  perfume  estagnado ,  nas  pétalas  caídas
esquecidas  ao  acaso  sobre  a  mesa despida .
Ficara  a  sombra  breve ,  da  ternura  estafada
e  a  rosa  moribunda ,  na  floreira  rachada . 






Puri   Fontes  [  poemas de veneno e asas frias ]
imagem  _ rafal olbinski_