A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

sexta-feira, janeiro 06, 2017

Côr de . . . na plenitude da paz

























Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.

Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.

Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.

Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz .







Rabindranath   Tagore
imagem _   Marta  Orlwka

quarta-feira, dezembro 28, 2016

Côr de 2017

















A
todos

     ânimo    novo  !





imagem  _  Redmer  Hoekstra _ 

sexta-feira, dezembro 23, 2016

Côr de BOAS FESTAS






























Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,

menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.


Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias

e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.
 






Natália  Correia

imagem  _  Rodmer Hoekstra_


terça-feira, dezembro 20, 2016

domingo, dezembro 18, 2016

Côr de voar .




















Voarmos
não   é   tão   difícil   assim     . . .  

Basta   renunciar   a   tudo   que   nos   pesa . . .








imagem _  Jaroslaw   KuKowsk  _

terça-feira, dezembro 13, 2016

Côr de . . . uma vida amanhecer .















Tu que dormes à noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão



E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão



Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser


Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

 
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão



E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão



Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser


Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher. 








José  Carlos  Ary  dos   Santos
imagemJohn Everett Millais _