domingo, dezembro 02, 2007

Côr de Lisboa.



Alguém
Diz com lentidão ...
" Lisboa, sabes ... "
Eu sei.
É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.

Eu sei.
E tu, sabias ... ?!

Eugénio de Andrade

1 comentário:

  1. A solidão não existe à beira do rio,
    Não existe à beira de um caminho,
    Existe, dentro de um coração.
    E quando existe
    Não há nenhuma nudez
    Que possa cobrir
    Nem beijos
    Que a façam sorrir.

    ResponderEliminar