terça-feira, dezembro 30, 2008

Côr de " encontros " .



Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas,
solstício de mel pelas escadas de um sentimento com nozes
e com pinhas .
Menino eras de lenha ,
e crepitavas porque do fogo o nome antigo tinhas ,
e em sua eternidade colocavas o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias de trezentos e muitos
lerdos dias e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes

te liberta e no manso natal que te conserta ,
só tu ficaste a ti acostumado.

Natália Correia

Este poema , oferecido num rolinho de papel com uma fitinha vermelha a segurá-lo, por uma desconhecida "conhecida " , que gosta e faz abraços , foi o presente que mais me emocionou .
Presente que me aqueceu a alma , derretendo algum gelo que nela se estava a instalar , tranformando-o em lágrimas , a forma primeira de a lavar !
Naqueles minutos ... foi Natal !
Bem Haja .

2 comentários:

  1. Nunca.
    Não permitas que te gelem .
    O teu calor é importante por demais.

    beijo carinhoso e quente .

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  2. Não.
    O que aconteceu, foi um ventinho um pouco gelado.
    Já passou.
    E tu sabes.
    Obrigada e um beijo :)

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