sábado, setembro 12, 2009

Côr de anunciar .


Quando
nasci , um anjo esbelto , desses que tocam trombeta , anunciou ...
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Mulher é desdobrável.
Eu sou.

*
Adélia Prado

4 comentários:

  1. Não conhecia este poema. Inteligentíssimo...
    Obrigado pela partilha querida amiga.
    Beijo.

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  2. Olá Nilson ,
    obrigada pela visita e palavras .

    Beijo e boa semana

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  3. Descobri há pouco tempo a Adélia Prado. A colibri editou-lhe dois livros uma antologia e julgo que o último saído no Brasil. Estão na lista de livros a comprar para ler.
    A poesia dela pareceu-me ser assim de uma simplicidade como só a sabedoria profunda consegue ser. E evidencia a beleza nas coisas mais improváveis. Faz lembrar uma parábola em que os piedosos apóstolos passando ao lado de um cão morto em decomposição lamentavam cada um à sua maneira a sorte ou o estado de putrefacção da carcaça do animal, e Cristo na sua vez comentou "Olhai como são brancos os seus dentes."
    E agora para te agradecer vou transcrever um poema que retirei do belíssimo "Cadernos de literatura Brasileira" dedicado a Adélia Prado.


    Sei que Deus mora em mim
    como em sua melhor casa.
    Sou sua paisagem,
    sua retorta alquímica
    e para sua alegria
    seus dois olhos.
    Mas esta letra é minha.

    (Oráculos de Maio)
    Beijos Maria.
    Luís

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  4. Olá Luis , boa noite .
    " sinto - te " mais animado . Que bom .

    Gosto , muito ,desta parábola .
    Ainda hoje recorri a ela , para pôr termo a um comentário que ñ me estava a agradar .

    Agradeço , entretanto ,o teu agradecimento :)) . Lindo .

    Beijos ,
    Maria

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