segunda-feira, dezembro 07, 2009

Côr de poeta castrado ... Não !



Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação ...
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem ...
Poeta castrado
não
!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo ...
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena ,
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso ...

Da fome já não se fala
_ é tão vulgar que nos cansa _
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança
?

Do frio não reza a história
_ a morte é branda e letal _
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm
?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
_ Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia ,
um filho que vai nascer
parido por asfixia
?!
_ Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia
!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação ...
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado Não
!


José Carlos Ary dos Santos

O homem , faria , hoje , setenta e três anos . Os seus poemas continuam , e sem idade .

4 comentários:

  1. Maria,

    Chego aqui e nem leio o que postou, apenas olho pra essa sua foto... linda demais! Que olhar mais profundo, viu?! Dá pra ver a sua alma na menina dos seus olhos... adorei.

    Você é uma querida, uma menina linda...

    .... que conquistou o meu coração.

    Beijo imenso.

    Rebeca


    -

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  2. Amiga ,
    passei só para desejar um bom feriado, e deixar um beijo .

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  3. Rebeca ,
    o que posso dizer ... muito obrigada .

    Beijo muitos ,

    Maria

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  4. Paulo ,

    obrigada e o mesmo para ti .

    beijo

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