Dai-me a casa vazia e simples onde a luz é preciosa.
Dai-me a beleza intensa e nua do que é frugal.
Quero comer devagar e gravemente como aquele que sabe o contorno carnudo e o peso grave das coisas.
Não quero possuir a terra mas ser um com ela.
Não quero possuir nem dominar porque quero ser . . . esta é a necessidade.
Com veemência e fúria defendo a fidelidade ao estar terrestre.
O mundo do ter perturba e paralisa e desvia em seus circuitos o estar, o viver, o ser.
Dai-me a claridade daquilo que é exactamente o necessário.
Dai-me a limpeza de que não haja lucro.
Que a vida seja limpa de todo o luxo e de todo o lixo.
Chegou o tempo da nova aliança
com a vida.
Sofia de Melo Breyner
imagem _ Andrew Wyen _

E como continua actual a necessidade de se fazer nova aliança com a Vida!
ResponderEliminarFraterno abraço, Maria
E como seria bom fazermos essa aliança com a vida.
ResponderEliminarExcelente escolha poética.
Tem um bom fim de semana, querida amiga Maria.
Beijo.
Um texto pra refletir.
ResponderEliminarGostei muito.
Ótima semana!
Abraço grande!
Blog da Smareis
Mas que linda cor, Maria! E a vida só tem valor se dermos mais importância ao ser, à simplicidade, ao ter o suficiente. E não podemos demorar a encarar a vida desta maneira, porque o tempo não pára, a vida não se compadece e segue sem esperar pela nossa decisão. Comecemos já a esclher esta cor, porque só assim poderemos dizer que vale a pena viver. Obrigada, amiga, pelo belo momento e desejo que a vida te sorria, dando-te saúde, principalmente. Beijinhos
ResponderEliminarEmilia
Ontem a Sophia já sabia. Hoje, a iminência da catástrofe entra-nos pelos olhos dentro. Amanhã, que será?
ResponderEliminarUm beijinho, Maria :)