Côr de . . . que somos
Filhos dum deus selvagem e secreto
E cobertos de lama , caminhamos
Por cidades ,
Por nuvens
E desertos .
Ao vento semeamos o que os homens não querem .
Ao vento arremessamos as verdades que doem
E as palavras que ferem .
Da noite que nos gera , e nós amamos ,
só os astros trazemos.
A treva ficou onde
Todos guardamos a certeza oculta
Do que nós não dizemos ,
Mas que somos.
José Carlos Ary dos Santos
imagem _ Tomasz A . Kopera _
Muito belo o poema. Libertos da treva sabemos que ela existe latente, apesar dos astros que trazemos.
ResponderEliminarSurpreendeu-me o coração.
e ficas no silêncio que semeias...
ResponderEliminarabç