Côr de manso Natal
Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas ,
menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado .
O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste a ti acostumado.
Natália Correia
imagem _ William Barnes
As palavras da Natália, autêntica força da natureza, valem sempre a pena.
ResponderEliminarUm Feliz Natal, Maria!
Um poema maravilhoso,uma excelente escolha.
ResponderEliminarDesejo-lhe um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de saúde, alegria, sonhos realizados, paz e amor.
Beijinhos
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco