A _ cor _ dar , é preciso !


quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Côr de amor e respeito
















Quando
vou  a   Amarante ,  invariavelmente ,  dou   um   passeio  no   parque  florestal [ tem   beleza  e   silêncio  ] .
Esta  ultima   vez  , deparei - me  com  esta   imagem  . . . uma  folha  em  forma  de  coração , com  uma  tonalidade  verde  muito   claro ,  quase  branco  ,  rodeada  de   belos  rebentos  que   caem  das  árvores .
Depois  de  fotografá - la  para ,  em  seguida ,  tentar  desenhá - la ]   dei  um  passo  para  apanhar  a  folha ,   mas   recuei  de  imediato . . .
O   silêncio    do  parque   transformou - se   num  grito ,  vindo  das  árvores ,  das  aves ,  do  todos os   seres   que   ali   habitam  ,  até   do   rio . . .   nãoooo !
Amar  e   admirar  a   natureza   é   respeitá -la  na  sua  quietude  e   tranquilidade .
Aprisioná -  la  ...  ?    . . .     nem  em   pensamento  !



imagem _  MC  _

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Côr de como ?




















Como
conciliar  , com  os  sentidos  bem   despertos ,
o  profundo  amor  pela  vida  e  seus   componentes , com  a   dor  da   desilusão   e  o  cansaço . . .  ?

Focando - nos   nesse  amor   e   aceitando  esses  
ataques  dizendo  para  nós  próprios   que  . . .
_  Lutar  pela  vida ,  é  isto _
 


                     





imagem  _   Alex  Alemany  _

terça-feira, janeiro 06, 2015

Côr de delicadeza




















Não, 
não ofereço perigo algum.  
Sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas 
de um livro .  
Definida  e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto 
do quarto. 
Se  tomada   com cuidado , verto água límpida sobre as mãos 
para que se possa refrescar o rosto , mas se tocada por dedos
bruscos  num segundo me estilhaço em cacos , me esfarelo em poeira . 
Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas , dos muitos toques , embora sempre os tenha evitado.
Aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes 
para despertar a suavidade alheia  . . .  

mesmo  assim  . . .   insisto  . . .









Caio Fernando Abreu  _  Os dragões não conhecem o paraíso _

imagem _  Luci  Massy _

segunda-feira, janeiro 05, 2015

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Côr de seres essenciais



















 Há 
seres que  quando  trilham  o  caminho  da  simplicidade , tendo  o  condão  de  respirar  mais  silenciosamente , permitem - se  unir ao  pó  da  terra  .
Eles são  o  próprio essencial  .

Sabem  mais  e  dizem  menos.

E
em  determinados    momentos ,  fazem- nos  mais  falta   que  o  pão  e  a  água .






imagem  _   S. Francisco  de  Assis  , de  Giotto  _ 

quinta-feira, janeiro 01, 2015