Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Côr de cordas magicas .

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Côr de blogagem _ Um conto de amor _


_ Um gentil convite de Rebeca e Jota Cê _


O comboio estava prestes a partir .
Entraste e sentaste -te ao meu lado .
Disseste uma frase cortêz , não em português , que me fez sorrir .
Foi o início de uma conversa de três horas e meia.
Há dias , encontrei o teu numero de telefone que nunca utilizei . Soube que é teu , pelo desenho que fiz ao lado
[ uma mania minha ]
Então, lembrei - me de ti .
Ainda vejo o teu sorriso . Um sorriso que não era imediato . Ia acontecendo lentamente , como que a dar oportunidade que entrassemos nele . As tuas mãos . Bem , as tuas mãos grandes e ossudas . Abertas em forma de ninho . Esperando algo para proteger e afagar . Provavelmente outras mãos . . .
[ e como afagavam ] . Os teus olhos que olhavam os meus de frente e com atenção , para perceberes o que a boca dizia . E que brilharam molhados , quando falaste de uma saudade , do outro lado do Atlântico .[ Calamo -nos por uns instantes , porque não existe convite melhor para um beijo , que olhos molhados ].
A tua voz um tanto rouca e bem colocada no peito , própria para dizeres ternuras
[ tantas ] .
Disseste que gostavas de teatro .
Que trabalhavas com lapis , pinceis e cinzel .
Fiquei a saber muito da tua vida . Estavas com necessidade de entrega . E eu recebi .
Da minha pouco falamos . Gosto mais de ouvir .
Sei , como sei , que se não estivessem à minha espera na estação terminal ... teria ido contigo
Nessa noite pouco dormi . O teu cheiro e as tuas mãos continuavam a meu lado . E por uns dias mais .
Porque não telefonei ? Porque não te procurei
? Não sei !
É frequente dizer -se ... não tinha que ser ?! Será ?
Agora , por mais esforço que faça não recordo o teu rosto . O nome , sim ... Daniel .
Mas não é importante .
Importante foi
o prazer daquela viagem , que guardo embrulhado no papel com o múmero do telefone , na caixa dos bons e saborosos momentos .

Maria

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Côr de fidelidade .



Diz- me devagar coisa nenhuma ,
assim a só presença com que me perdoas
esta fidelidade ao meu destino .
Quando assim não digas é por mim
que o dizes . E os destinos vivem - se
como outra vida . Ou como solidão .
E quem lá entra ? E quem lá pode estar
mais que o momento de estar só comigo ?

Diz - me assim devagar coisa nenhuma ...
o que à morte se diria , se ela ouvisse ,
ou se diria aos mortes , se voltassem .


Jorge de Sena _ Quinze poetas portugueses do século XX _

Domingo, Novembro 22, 2009

Côr de the man I love .




Bom Domingo !

Sábado, Novembro 21, 2009

Côr de rasto .


Para que tu me ouças ,
as minhas palavras adelgaçam -se , por vezes ,
como rasto de gaivotas sobre as praias .


Pablo Neruda

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Côr de teu rosto .



Amo o teu túmido candor de astro ,
a tua pura integridade delicada ,
a tua permanente adolescência de segredo ,
a tua fragilidade acesa sempre altiva .
Por ti eu sou a leve segurança de um peito
que pulsa e canta a sua chama ,
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata .
Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar .
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva ,
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias ,
porque é por ti que vivo é por ti que nasço ,
porque amo o ouro vivo do teu rosto


António Ramos Rosa

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Côr de como ?



Como hás - de acreditar naquele que diz que gosta de ti ? Se houvesse algum estratagema para saberes que não mente , um caldo mágico de cor amarela que , ele comendo - o , com uma colher de prata , revelasse o segredo dos seus sentimentos . . . o caldo ficaria verde em caso de mentira , e laranja carregado , quase vermelho , quando de verdade gostasse muito de ti . E quando mais carregado de vermelho , mais amor te teria .
Se , em contrapartida , o caldo conservasse o amarelo original , quereria isso dizer que no tocante ao coração lhe és completamente indiferente .
Eu sei que esta receita me faria rico . Seria um invento útil e fácil de entender . Como um semáforo .
Passei décadas com pózinhos , raízes e verduras , à procura deste caldo tornassol . Ainda não o descobri . Mas , à falta de um método infalível , aí vai o velho conselho matemático ... deve-se acreditar em metade da metade . Se depois desse par de divisões ficar de pé uma chamazinha de luz , começa a acreditar nele , mas não te esqueças . . . os homens são cobardes a amar .


Héctor A . Faciolince _ Receitas de amor para mulheres tristes _