A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

domingo, setembro 24, 2017

Côr de todos os dias


























A
estranha   prometeu   que   regressava   logo . Já  , o  mais  tardar .
Não  sei  quanto  demorou .  Talvez  umas   tantas  noites  ou  escassos  instantes . Nem  sei .
Porque  adormeci  ,  ansioso   por  me  suprimir .
Doeu - me  acordar .
Nesse   custo  ,  entendi   . . .
acordar  não  é  a   simples  passagem   do  sono  para  a  vigília .  É   mais  um  lentíssimo  envelhecimento . 
Cada  despertar   somando  o  cansaço  da  inteira  humanidade .
E   concluí  . . .
a   vida  toda  ela ,  é   um  extenso   nascimento  .




Mia  Couto _   Cada  homem  é  uma  raça pequeno   excerto ]  _
 imagem _   Olaf   Hajek  _






Depois   
desta   leitura , tornou -se  claro  ...  o  meu  acordar  sofrido  ,  roçando  a  uma  recusa .
Nascer  dói .

Mas , 
logo ,  logo , aparece  a   Natureza ,  com  as  suas  incomensuráveis  belezas ,  que  nos  pega na  mão   e   diz  . . .
_   dói  ,   mas   vale _        

sexta-feira, setembro 22, 2017

Côr de Outono




























A
minha   estação   . 






Imagem  _  Alphonse  Mucha   _

segunda-feira, setembro 18, 2017

domingo, setembro 17, 2017

Côr de . . . segura o mundo



















/ Quando 
Baltasar entra em casa , ouve o murmúrio que vem da cozinha , é a voz da mãe , a voz de Blimunda, ora uma , ora outra ,  mal se conhecem e têm tanto para dizer , 
é a grande , interminável conversa das mulheres , 
parece coisa nenhuma , isto pensam os homens , nem eles imaginam que esta conversa é que segura o mundo na sua órbita , não fosse falarem as mulheres umas com as outras ,
 já os homens teriam perdido o sentido da casa e do planeta .






  




José Saramago _  Memorial  do  Convento  pequeno   excerto  ]  _ 
imagem _ Francine   Van   Hove  _   

terça-feira, setembro 12, 2017

Côr da pequena morte























Não
nos  provoca  riso  o  amor quando  chega  ao  mais  profundo  da  sua 
viagem ,   ao  mais  alto  do  seu  vôo . . .
no  mais  profundo ,  no  mais  alto ,  nos  arranca  gemidos   e  suspiros ,
vozes  de  dor ,  embora   seja   a  dor  jubilosa , e  pensando  bem  não há  
nada  de  estranho  nisso , porque  nascer  é  uma  alegria  que  dói .
Pequena  morte  ,  chamam  na  França  a  culminação  do  abraço  ,  que  
ao  quebrar - nos  faz  por  juntar - nos ,  e  perdendo - nos  faz  por  nos
encontrar  e  acabando  conosco  nos  principia .

Pequena   morte ,   dizem  . . .  mas   grande ,  muito  grande  haverá 
de  ser , 
se  ao  nos     matar   nos   nasce .










Eduardo   Galeano  _  Mulheres  _
imagem  _  Claude  Théberge  _