A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

sexta-feira, julho 30, 2010

Côr de Um Ser com magia .



Mais um ... ... até sempre .
E
Sobretudo um ,

muito obrigada !

quinta-feira, julho 29, 2010

Côr de esteios .



_ Kitty é talvez a gata mais aventureira do mundo. Ela é o animal de estimação " amada gata " de um casal francês / exploradores, Guillaume e Laetitia , que estão numa missão , viajar de Miami , E.U. para Ushuaia , Argentina , a pé.

Kitty , é muitas vezes vista em repouso na mochila transportada por Guillaume enquanto eles estão a descer a estrada. Criaram um guarda-chuva na mochila pequena para dar a kitty alguma sombra . Kitty gosta da viagem, tanto quanto o casal. Muitas vezes sobe para o ombro de seu pai , para conseguir uma boa olhada em cada novo cenário. Ela não parece ser tímida quando encontra novas pessoas e novos lugares _ .

*
Cenas como estas , são esteios para a esperança que eu quero ter , a todo custo , em relação ao meu irmão humano .

quarta-feira, julho 28, 2010

Côr de madeira lilás .


*
De madeira lilás [ninguém me crê]
se fez meu coração.
Espécie escassa de cedro , pela cor e porque abriga
em seu âmago a morte que o ameaça.
Madeira dói
?

Pergunta quem me vê
os braços verdes, os olhos cheios de asas.
Por mim responde a luz do amanhecer
que recobre de escamas esmaltadas
as águas densas que me deram raça
e cantam nas raízes do meu ser.
No crepúsculo estou da ribanceira
entre as estrelas e o chão que me abençoa
as nervuras.
Já não faz mal que doa
meu bravo coração de água e madeira.



Thiago de Mello

segunda-feira, julho 19, 2010

Côr de brisa ou ventania .


*
Sou como você me vê...
posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania , depende de quando e como você me vê passar...suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma e perdôo logo.
Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre...Tenho felicidade o bastante para ser doce , dificuldades para ser forte , tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz.

Não me dêem fórmulas certas , por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim , por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual , por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma , mas com certeza não serei a mesma pra sempre...

Sou uma filha da natureza ... quero pegar , sentir , tocar , ser.
E tudo isso já faz parte de um todo , de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.


Clarice Lispector


É isso ... vivo ... leve como uma brisa ou forte como uma ventania .

sábado, julho 17, 2010

Côr de tristeza


*
Dás reviravoltas ao corpo e à imaginação para afastares a tristeza.
Mas quem te disse que é proibido estar triste ?
A verdade é que , muitas vezes , não há nada mais sensato que estar triste . Todos os dias acontecem coisas , aos outros e a nós que não têm remédio , ou melhor , têm esse antigo e único remédio de nos sentirmos tristes .
Não deixes que te receitem alegria , como quem prescreve uma temporada de antibióticos .
Se deixares que tratem a tua tristeza como se fosse uma preversão ou , na melhor das hipóteses uma doença , estás perdida ... além de triste , irás sentir-te culpada .
Não é normal que sintas dor quando te cortas ?
Pois , do mesmo modo , a vaga de sucessão de factos que acontecem , ou dos que não , criam um fundo de melancolia.
Vive a tua tristeza . Tacteia - a , desfolha-a , molha-a com lágrimas , envolve-a em gritos ou em silêncio .
E para saboreares a tua tristeza vou recomendar-te um prato melancólico ... couve - flor com brumas .
Coze em vapor de água essa flor branca , triste e transcendente . Devagar , até amaciar .
E envolta em bruma , põe - lhe azeite , alho e salga-a com lágrimas que sejam tuas .
Então , saborei-a devagarinho , mordendo do garfo , e chora mais , que aquela flor acabará por ir chupando a tua melancolia sem te deixar seca .
Mas com a sensação de teres partilhado com essa flor imarcescível , absurda , pré - histórica , essa flor que os noivos nunca pedem nas floristas , essa flor que ninguém põe nas jarras ,
a tua própria tristeza .


Héctor A. Faciolince _ Receitas de amor para mulheres tristes _

terça-feira, julho 13, 2010

Côr de retrato .



Era uma vez ...
uma fonte à beira da estrada.
Os pardais das árvores vizinhas tinham ali o seu ponto de encontro.
Matavam a sede, tomavam banho, chilreavam uns com os outros.
De semana a semana, vinha um homem, sempre de automóvel, buscar água à fonte. Enchia uma quantidade de garrafões de plástico e , depois , abalava.
Nessas alturas , a pardalada fugia para o poiso das árvores e ficava a observar.
_ O que é que ele vai fazer com tanta água _
?
intrigava-se um pardalito novo.
_ Deve ir regar as couves _ sugeria um pardal.
_ Para regar as couves é pouca _ replicava uma velha pardoca , muito conhecedora da vida.
_ Então é para ele beber _ propunha outro pardal.
_ Para ele beber é muita _ replicava a velha pardoca.
_ Para o que será
?
_ perguntava o pardalito, sem que ninguém soubesse responder -
lhe.
Decidiu investigar. Voou atrás do automóvel, mas como ainda tinha as asas com pouca força e a estrada era às curvas e contra-curvas, perdeu-lhe o rasto. E perdeu-se.
Esvoaçou ao calhas, até descer sobre um telheiro, junto à estrada. No telheiro havia melões à venda e cebolas e batatas e garrafões de vinho.
Alto lá !
E também havia garrafões de água , tal e qual os que o homem do automóvel enchia, na fonte dos pardais.
Se o pardal soubesse ler, leria no rótulo dos garrafões ...
“Água da Fonte da Saúde _ Graças a ela, os novos crescem e os velhos não encolhem _ ".
Aos saltinhos, diante dos garrafões , o pardalito admirava a fotografia do rótulo. Lá estava a fonte , centro da sua vida , e uns passarinhos a beber água no rebordo do tanque. Vendo bem , aquele mais pequeno, à direita, podia ser ele, o pardalito aventureiro.
Muito orgulhoso da sua descoberta, o pardal voou muito alto, tão alto que , lá de cima, viu o telheiro dos garrafões, a estrada às curvas e a fonte da Saúde ou dos pardais, donde ele viera.
Disparou em direcção ao ponto de partida e muito excitado piou para os companheiros:
_ Já sei o segredo dos garrafões. O homem anda a vender o nosso retrato mais o retrato da nossa fonte.
_ E a água para que serve? — perguntou um companheiro.
_ Para segurar o nosso retrato — respondeu , prontamente, o pardalito.


António Torrado


Qualquer semelhança com atitudes e pensamentos humanos , é pura coincidência .

segunda-feira, julho 12, 2010

sábado, julho 10, 2010

Côr de . . . lembro ?



No
tempo , em que fui bruxa ou gato .

Ou
Os dois .
Já não me lembro , ou ainda não me lembro ?!

quinta-feira, julho 08, 2010

Côr de ... não coincidência !



Lucilina
tinha cabelos verdes das folhas de lucialima e olhos negros e brilhantes iguais a amoras.
Por vezes, estava feliz e cantava com uma voz fina como se fosse uma flauta encantada.
Vinha escutá-la um animal que não era cavalo de corrida, nem burro humilde, nem lince da Malcata, nem um gamo da serra de Peneda. Muito menos uma ave dos céus.

Estranha figura que a olhava com um olhar cheio de ternura branca e lavada.

Tinha o nome de Antenor.


Matilde Rosa Araujo

Foi o primeiro conto que encontrei .
A data de nascimento de minha Mãe é amanhã .
O seu nome ... ... Lucilina . . .
[ Tinha verde nos olhos e preto nos cabelos ]

quarta-feira, julho 07, 2010

terça-feira, julho 06, 2010

Côr de banal e pantomineiros !





Porque me lembrei desta maravilha ?!

sábado, julho 03, 2010

Côr de para cima .


*
Pepe Arias fundou a primeira empresa virtual.
Meio século antes de nascerem os negócios on line e o índice Nasdaq , ele pôs à venda um terreno de quatro mil metros quadrados em pleno centro de Buenos Aires.
Pepe recebia os interessados com o contrato na mão , prontinho para ser assinado.

Os recebia de pé, porque o espaço não dava nem para uma cadeira.
_ Onde está o terreno
?
, perguntavam.
Aqui.
Aqui
?

Sim senhor , explicava Pepe , erguendo os braços para o céu .

São quatro mil metros quadrados , só que para cima . _


Eduardo Galeano _ Bocas do Tempo _

sexta-feira, julho 02, 2010

Côr de ... de quando em vez .



Devemos ,
frequentemente , colocarmo - nos no lugar do outro ,
mas mais importante , a meu ver ... ...



Descobrir o que o outro ,



acorda em nós !