A _ cor _ dar , é preciso !
quarta-feira, dezembro 31, 2008
terça-feira, dezembro 30, 2008
Côr de " encontros " .

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas,
solstício de mel pelas escadas de um sentimento com nozes
e com pinhas .
Menino eras de lenha ,
e crepitavas porque do fogo o nome antigo tinhas ,
e em sua eternidade colocavas o que a infância pedia às andorinhas.
Depois nas folhas secas te envolvias de trezentos e muitos
lerdos dias e eras um sol na sombra flagelado.
O fel que por nós bebes
te liberta e no manso natal que te conserta ,
só tu ficaste a ti acostumado.
Natália Correia
Este poema , oferecido num rolinho de papel com uma fitinha vermelha a segurá-lo, por uma desconhecida "conhecida " , que gosta e faz abraços , foi o presente que mais me emocionou .
Presente que me aqueceu a alma , derretendo algum gelo que nela se estava a instalar , tranformando-o em lágrimas , a forma primeira de a lavar !
Naqueles minutos ... foi Natal !
Bem Haja .
domingo, dezembro 28, 2008
sábado, dezembro 27, 2008
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Côr de mensageiro .
quinta-feira, dezembro 25, 2008
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Côr de ... maravilhoso .

O maravilhoso é uma necessidade da alma humana .
E o que apelidamos de irreal é , na verdade , mais real do que habitualmente consideramos realidade.
Muitas pessoas , se tiverem coragem , não só perante os outros mas consigo mesmas, reconhecerão que os contos chamados mágicos , nos mergulham , por momentos , numa espécie de encantamento .
E porquê ?!
Porque lá , tudo não é só vivo , mas também animado e dotado de palavra ,
os animais , as plantas , os minerais ...
E as forças da natureza agem , nesse domínio do maravilhoso , com inteligência.
E quando , em certas circunstâncias especiais , o subtil , o irreal , o feérico , irrompem na nossa vida , sentimo - nos como uma árvore que vivendo num meio hostil , encontra , subitamente a sua floresta natal , onde pode enraizar-se , sem medos , e viver .!
terça-feira, dezembro 23, 2008
Côr de vieste .

Teus poros exalam o fumo
Do lar dos deuses de onde vieste.
Rompante de espuma e de lume
És sol quadrúpede ou mar equestre?
Desfilando derramas o ouro do teu rio inacabável,
Desmedido relâmpago louro
De um deus equídeo possante e frágil.
Tudo existiu para que fosses
No contraluz desta madrugada mitológica proporção perfeita
Em purpúrea bruma recortada.
Pois que te é divino mister humanos olhos extasiar .
A dúvida é só perceber ,
Se vieste do sol ou do mar.
Natália Correia
Donde veio ... somenos importância.
O importante é que veio ...
Como Tu !
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Côr de pequenos grandes pormenores .
domingo, dezembro 21, 2008
Côr de Inverno .

No Inverno ,
muitos animais têm necessidade de hibernar.
De certa maneira o homem é convidado não
a hibernar , mas a entrar em si e fazer um
certo recolhimento e balanço.
Tal não tem vindo a acontecer ... antes pelo contrário .
Mas acredito que num futuro , e não muito distante ,
o ser humano volte a invocar Larfor , o Senhor
do Inverno , e volte a sentir necessidade de viver
determinadas épocas com o recolhimento que elas pedem.
Oxalá !
sábado, dezembro 20, 2008
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Côr de menina azul .
Não deram resultado todas as esperanças,
que
eu tinha posto nos dias de hoje !
Mas amanhã , se Deus quiser ,
logo de manhã , muito cedinho,
todas as esperanças começam outra vez , à procura da
mimha vez !
Almada Negreiros
Uma menina azul, linda por dentro e por fora , e que vive entre abraços e beijos , garantiu-me que sim , e eu acredito !
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Côr de grito .

Um uivo vindo das profundezas ecoa de orla
em orla rochosa, rola montanha abaixo e extingue-se
na longínqua escuridão da noite. É a erupção de uma
dor selvagem , cheia de desdém por todas
adversidades do mundo.
Todos os seres vivos , e talvez muitos dos mortos,
também prestam atenção a esse grito.
...
Apesar disso , por trás dessas óbvias e imediatas
esperanças e medos , reside um significado mais profundo ,
que apenas a própria montanha conhece.
Só a montanha viveu o bastante para escutar ,
objectivamente , o uivo de um lobo .
Aldo Leopold
Pensar como uma Montanha _ pequeno excerto _
domingo, dezembro 14, 2008
sábado, dezembro 13, 2008
Côr de ... optimismo ?!

Quando viajo em transportes públicos, raramente me impaciento com a sua morosidade.
Dá-me prazer observar as pessoas e por vezes escutar algumas conversas.
Há dias , viajavam , no mesmo transporte que eu , duas pessoas que falavam , em tom de escárnio , de uma outra , ausente evidentemente , e da sua falta de optimismo em relação aos seus próprios problemas.
Não estava de acordo com as ditas personagens , por variasíssimas razões , mas dizê-lo , num autocarro , nesta terra , não é de todo aconselhável.
Então ,
Ser optimista é levar a vida com alegria , sorrindo , e quando nos perguntam - como estás ? respondemos _ Está tudo ! _
Ainda não percebi muito bem o que é _ estar tudo ?! _
Bem ... Escusado será dizer que quando saí , vim pelo caminho a pensar ...
O que é ser optimista ?!
Não será quase o contrário ? !
Não será enfrentar a realidade com os olhos bem abertos e tentando não nos deixarmos aprisionar por ela.
Com ou sem sorriso nos lábios .
Mas firmes nos nossos propósitos.
E sermos capazes de responder quando nos perguntam _como estás ? _
Não está tudo bem , mas com um passo dado hoje , pode ser que num possível amanhã esteja melhor .
E aí , até pudemos e talavez devessemos dar o tal sorriso .!
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Côr de Manuel de Oliveira .

" Longos dias têm cem anos " _ diz -se _
No caso deste portuense , por nascimento ,
em 11 de Dezembro de 1908 , foram , na sua maioria , dedicados ao cinema .
Arte que pela sua qualidade , lhe concedeu estatuto de cineasta de dimensão mundial.
Parabens não só pelo aniversário , mas pela eterna juventude , acompanhada por uma sensibilidade
extrema , no toca à imagem e à palavra .!
quinta-feira, dezembro 11, 2008
segunda-feira, dezembro 08, 2008
domingo, dezembro 07, 2008
Côr de António Alçada Baptista.

Quando os seus amigos comentavam as fraquezas do Pedro , a sua falta de sentido prático / Teresa irritava-se / eles ainda não tinham percebido que grande parte do seu encanto vinha da capacidade de surgir com uma grande força , mas uma força desamparada e inofenciva. _ Ninguém o imagina como competidor , mas ninguém tem a coragem de ter pena dele /todos vocês são uns amadores e ele é o único profissional de viver _
.António Alçada Baptista _ excerto de " Os Nós e os Laços " _
Quando O descobri apaixonei-me pela sua alma " feminina " e pela forma como tratava os afectos .
Neste momento , é provável que o seu riso já se confunda com o de Deus , lendo os pensamentos dos homens.
Agradeço os arrepios e as lágrimas de emoção que algumas das suas obras provocaram no meu ser .
Côr de fractal .
Para contrariar , um pouco , o cinzento do dia e da urbe ...
A cor e beleza destes fractais!
E
Bom domingo.!
A cor e beleza destes fractais!
E
Bom domingo.!
sábado, dezembro 06, 2008
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Côr de ... deixaste o coração ?!

Nada do mundo mais próximo
mas aqueles a quem negamos a palavra , o amor, certas enfermidades, a presença mais pura .
Ouve o que diz a mulher vestida de sol quando caminha no cimo das árvores_a que distância da língua comum deixasteo teu coração?_
A altura desesperada do azul no teu retrato de adolescente há centenas de anos a extinção dos lírios no jardim municipal
O mar desta baía em ruínas ou se quiseresos sacos do supermercado que se expandem nas gavetas
as conversas ainda surpreendentemente escolares soletradas em família
a fadiga da corrida domingueira pela mata
as senhas da lavandaria com um "não esquecer" fixado
O terror que temos de certos encontros de acaso , porque deixamos de saber dos outros , coisas tão elementares ... o próprio nome .
Ouve o que diz a mulher vestida de sol quando caminha no cimo das árvores _a que distância deixasteo coração ? ! _
José Tolentino de Mendonça
segunda-feira, dezembro 01, 2008
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