Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi




A _ cor _ dar , é preciso !


terça-feira, fevereiro 24, 2015

domingo, fevereiro 22, 2015

Côr de caracol



Sei
que  a  maior  parte  dos   sentimentos  não   se   explica .
Gosta -  se  ,  e   pronto ,  como  dizem  ,  normalmente ,  as  crianças .
Mas   há  ,  lá   bem  no  fundo  ,  naquela  pontinha  mais  escondida  do  coração , um  motivo ,  por  mais  pequeno  e  insignificante  que  seja .

Então . . .   enquanto   tentava  desenhar   este  caracol  ,  pensava . . .   porquê  este  meu   gostar  . . . ?
Por   ser   lento ,  tímido , silencioso , por  gostar  do  verde [  já   sei  que  o  agricultor  destesta  que  ele  invada  a  sua  horta  ,  e  até  o  mata .  Mas  há  coisas  bem   piores , mas  ficam  para  outra  ocasião] a  agressividade  passou  por  ele  e  não  ficou ...
E  sobretudo ,   tem  uma  casa  , que   transporta   às   costas , [  não  tem  necessidade  de  muito  para  viver  ]  linda ,  nas  suas  várias  cores  e  forma    espiralada .

O   acima  escrito ,  foi  a  razão  a  falar .
Porém  , a   alma ,   deve   saber  muito   mais  . . .





sábado, fevereiro 21, 2015

domingo, fevereiro 15, 2015

Côr de humilhados





















Mylady é perigoso contemplá-la
Quando passa aromática e normal ,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala ,
Com seus gestos de neve e de meta l.


Ah ! Como me estonteia e me fascina …
E é , na graça distinta do seu porte ,
Como a Moda supérflua e feminina ,
E tão alta e serena como a Morte
!


Pois bem Conserve o gelo por esposo ,
E mostre , se eu beijar-lhe as brancas mãos ,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos .


E enfim prossiga altiva como a Fama ,
Sem sorrisos , dramática , cortante ,
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração , como a um brilhante .


Mas cuidado , mylady , não se afoite ,
Que hão-de acabar os bárbaros reais ,
E os povos humilhados , pela noite ,
Para a vingança aguçam os punhais .


E um dia , ó flor de Luxo , nas estradas ,
sob  o  cetim  do  azul  e  as  andorinhas ,
Eu hei-de ver errar, alucinadas ,
E arrastando farrapos . . . as rainhas
!  








Cesário  Verde  __  Deslumbramentos  , 1875  _
imagem  _  Colette  Calacione  _

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Côr de amor e respeito
















Quando
vou  a   Amarante ,  invariavelmente ,  dou   um   passeio  no   parque  florestal [ tem   beleza  e   silêncio  ] .
Esta  ultima   vez  , deparei - me  com  esta   imagem  . . . uma  folha  em  forma  de  coração , com  uma  tonalidade  verde  muito   claro ,  quase  branco  ,  rodeada  de   belos  rebentos  que   caem  das  árvores .
Depois  de  fotografá - la  para ,  em  seguida ,  tentar  desenhá - la ]   dei  um  passo  para  apanhar  a  folha ,   mas   recuei  de  imediato . . .
O   silêncio    do  parque   transformou - se   num  grito ,  vindo  das  árvores ,  das  aves ,  do  todos os   seres   que   ali   habitam  ,  até   do   rio . . .   nãoooo !
Amar  e   admirar  a   natureza   é   respeitá -la  na  sua  quietude  e   tranquilidade .
Aprisioná -  la  ...  ?    . . .     nem  em   pensamento  !



imagem _  MC  _

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Côr de como ?




















Como
conciliar  , com  os  sentidos  bem   despertos ,
o  profundo  amor  pela  vida  e  seus   componentes , com  a   dor  da   desilusão   e  o  cansaço . . .  ?

Focando - nos   nesse  amor   e   aceitando  esses  
ataques  dizendo  para  nós  próprios   que  . . .
_  Lutar  pela  vida ,  é  isto _
 


                     





imagem  _   Alex  Alemany  _