Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi




A _ cor _ dar , é preciso !


sábado, maio 30, 2015

Côr de sentido de humor



Ter 
sentido de humor, não é , para mim, rir do inusitado.
Isso é saber rir. 
Humor é  fazê-lo  de  nós  próprios. E  quando  isso acontece ,  segue-se uma sensação boa ,  de bem estar. 
Que tem a nossa côr preferida. Aquilo a que  chamamos  tolerância .
É aquele riso que é aceite no coração , e sobe a todas as partículas do nosso ser , e nos torna  mais  fortes  e  confiantes
. !



sábado, maio 23, 2015

Côr de maçã menina



















No
alto  do  ramo ,
alta  no  ramo  mais  alto ,
uma  tão  rosa  maçã . . .
esqueceram - na  os  apanhadores da  fruta.
Esqueceram -na ?
Não !
Mãos  não  tiveram  . . .     para  a  colher .






Safo
imagem _Kate MacDawell _ 

domingo, maio 17, 2015

terça-feira, maio 12, 2015

Côr de uma asa



















 Noite  fora ,  noite  fora ,
acordaremos ,  já  sei  ,  transparentes  e  sábios  ,
do  outro  lado  da  criação  do  mundo . . .
uma  mão  presa  à  luz   outra   nas  trevas ,
um  só  tronco  de  chamas ,  uma  asa .



 





António  Franco  Alexandre 
imagem _   _ Albrecht  Durer _

domingo, maio 10, 2015

Côr de vais ver




















Cruzamos
os  nossos   olhos  em  alguma   esquina ,
demos   civicamente   os   bons   dias  ,
chamar - nos -  ão ,  vais  ver ,  contemporâneos  .






Ruy Belo
imagem  _   Herbert  Bayer _ 

terça-feira, maio 05, 2015

Côr de fotografia



















Chinolope vendia jornais e engraxava sapatos em 
Havana.
Para deixar de ser pobre , foi-se embora para Nova Iorque.
Lá , alguém deu - lhe  de presente  uma máquina de fotografia.
Chinolope nunca tinha segurado uma câmara nas 
mãos, mas disseram -  lhe que era fácil . . .
_ Você olha por aqui e aperta ali _.
E ele começou a andar pelas ruas. 
Tinha andado pouco quando escutou tiros e se 
meteu num barbeiro e levantou a câmara e olhou 
por aqui e  apertou  ali .
Na barbearia tinham baleado o gângester
José Anastasia , que estava  fazendo a barba . 
E aquela foi a primeira foto da vida profissional 
de Chinolope.
Pagaram uma fortuna por ela. 
A foto era uma façanha. 
Chinolope tinha  conseguido fotografar a morte.

A morte estava ali . . .   não no morto , nem no matador. 

A  morte estava na cara do barbeiro que a viu.






Eduardo  Galeano  _  O  livro  dos  abraços _
Imagem _  Loui  Jover _