A _ cor _ dar , é preciso !


terça-feira, setembro 30, 2008

Côr de Meryl Streep

tempo atrás, num programa televisivo , uma das intervenientes , declarrou que esta actriz , era boa , mesmo a jogar " a amarelinha " .
Concordei , e mantenho.

Só ela me obrigava a ver este filme !

Nunca fui fã dos ABBA .
Mas , também estou num momento, em que muitas vezes penso ..... _ porque não _ ? " Não vai doer " , e neste caso , apenas vou ouvir musicas que não aprecio , cantadas por pessoas que não o sabem fazer . . . como aconteceu !
Houve bocadinhos bem interpretados _ bem ... mas eu sou capaz de ver um filme , por um pequeno pormenor _ .

Aconteceram cenas hilariantes, onde o kitsch reinava.
Enquanto o filme decorreu assisti com atenção, quando terminou ... terminou mesmo !
Mas ,
para além daquela á qual reitero o meu apreço como uma senhora grande actriz , destacam -se as duas outras actrizes que a acompanham . !

segunda-feira, setembro 29, 2008

Côr de balões de papel .


Esta noite tive um sonho
Pode ser considerado belo e interessante.

_ Estava numa grande sala , despida de móveis, com três pessoas conhecidas.
Aguardavamos uma outra , que não chegou !
Enquanto esperava , resolvi colocar no tecto , balões , feitos em papel de arroz e pintados com belas e suaves cores.
Apenas um, era , todo ele , de um lindo verde esmeralda .
Para lá chegar impolsionava o corpo e deslocava - me como que voando.
Senti -me feliz , leve , livre _ .

Acordei , ainda com a sensação de me encontrar no alto.
Depois de bem acordada ... invadiu-me um sentimento misto de saudade e nostalgia.
Saudade de quem e de quê
?!

Das pessoas ... dos balões ...
?!

Da leveza e liberdade sentida
?!
Ou , pura e simplesmente de me ter consciencializado que ... já , ou ainda , não consigo voar ?!

domingo, setembro 28, 2008

Côr de Paul Newman .



Morrer ,
é apenas ... deixar de ser visto
.!

Ennio morricone / chi mai .


Na morte, tal como na vida, há ... um desaparecer , para se nascer noutra dimensão, dor , sofrimento , e . . . inesperadamente . . . lugar para um certo belo !

sábado, setembro 27, 2008

Côr de alegria na tristeza .

_A alegria na tristeza _
O título deste texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente. A tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato
de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento.

Olhe para o lado ... estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. . .

E a gente corre " pra caramba ", é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa para fazer que resta pouco tempo para sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia.

Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado para fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende , contactos, diplomas, convites, aquisições.

Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido.

Certo, tristeza não faz realmente bem á saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nosso eu. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada.

Triste é não sentir nada. !

Marta Medeiros

sexta-feira, setembro 26, 2008

Côr de paixão .







Aquilo a que chamamos paixão , não passa de uma necessidade de posse ou de saciar um desejo.

Paixão . . . é aquele estado em que a mente se permite um abandono total de tudo , um completo deixar ir .
E não conseguimos abandonar tudo , sem uma paixão profunda , intensa.


Este estado assusta !
Mas só quem é intenso, tem a possibilidade de compreender e sentir a qualidade da beleza.
A mente que se reserva , que se agarra ao poder , à posição , ao prestígio , nunca consegue abandonar - se.

A palavra paixão é dita com bastante frequência ... e ... aquele sentir é raro .
A nossa mente está , ainda , muito alerta quanto ao assunto do
desapego e abandono .!

quinta-feira, setembro 25, 2008

Côr de quando ?!



Ai
doce pensamento meu ,
quando me levarás onde te envio ... eu ?!