A _ cor _ dar , é preciso !
sexta-feira, abril 29, 2011
Côr de ...alma insaciada
Porque é longa a minha sede
Trago a alma insaciada
Uma voz sem tom nem tempo
Age oculta , p’la calada
Sou a solidão do tempo
Quando o nevoeiro cerra
Sou a estranha flor ao vento
No esquecimento da terra
Num intenso gesto de alma , sou
Esta pena de me achar tão só
Tanto e tão pouco
Ai vida !
Porque é longa a minha sede
Busco a fonte desejada
Uma voz sem tom nem tempo
Que se oculta em mim, calada
Letra e musica de Jorge Fernando
quarta-feira, abril 27, 2011
segunda-feira, abril 25, 2011
Côr de 25 de Abril
Mesmo
que caia no chão , seja esmagado , não gostem dele , haverá , sempre , em qualquer canto , uma semente ... e
25 de Abril Sempre !
imagem _ da net _
domingo, abril 24, 2011
Côr de ... vampiros
No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada ,
Vêm em bandos com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada ,
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
A toda a parte chegam os vampiros ,
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas
São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas , bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
José Afonso
sábado, abril 23, 2011
Côr de Livro

Hoje ,
Na maior parte das vezes , o livro não passa de um espelho ... que apenas reflecte o que já existe em nós ...
perante os vários livros de uma livraria , apercebi - me que eles é que me escolhiam .
Os que me chamavam ... ou corroboravam ideias minhas ou mostravam o meu sentir .
Na maior parte das vezes , o livro não passa de um espelho ... que apenas reflecte o que já existe em nós ...
imagem _ Chema Madoz _
sexta-feira, abril 22, 2011
Côr da Terra
É deste gesto que a Terra está a necessitar , há muito
e com urgência .
O maior problema é que de há uns tempos a esta parte ,e com urgência .
muitos de nós , deixou de saber o que é ... um abraço !
imagem _ Jean P. Avisse
quinta-feira, abril 21, 2011
quarta-feira, abril 20, 2011
terça-feira, abril 19, 2011
Côr de ... palha

Quem viaja por Portugal sabe que a nossa rede rodoviária tem uma particularidade única ... em cada três veículos , um deles é uma camioneta enorme carregada de fardos de palha . Para que é preciso tanta palha ? Não haverá algo gravemente errado na economia de um país que está dependente da palha ? De onde vem a palha ? para onde vai ?
Dizem -me que é para as vacas ...
De qualquer modo , tal não me sensibiliza nem consola .Seja como for , se alguém me puder explicar porque é que é preciso tanta palha , e porque é que que as vacas não podem ser criadas perto do sítio onde a palha nasce , agradecia .
Miguel Esteves Cardoso _ Excerto de de uma crónica , As minhas aventuras na república portuguesa _
Field Neill
segunda-feira, abril 18, 2011
sábado, abril 16, 2011
sexta-feira, abril 15, 2011
Côr de pequenas mortes
quinta-feira, abril 14, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
domingo, abril 10, 2011
Côr da melhor idade
As estatisticas dizem que são muitos os pobres do mundo ,
mas os pobres do mundo são muito mais dos muitos que
parecem que são .
A jovem pesquisadora Catarina Alvarez ínsua mostrou um
critério útil para corrigir os cáculos ...
Pobres são os que têm a porta fechada _ disse .
Quando formolou a sua definição , Catarina tinha três anos.
A melhor idade para assomar - se ao mundo ... e ver .
Eduardo Galeano _ bocas do tempo _
Evgenija Gapchinskaja
sábado, abril 02, 2011
Côr de Esteban

Os primeiros meninos que viram o volume escuro e silencioso que se aproximava pelo mar tiveram a ilusão que era um barco inimigo . Mas quando ficou varado na praia descobriram que era um afogado .
Tinham brincado com ele toda a tarde , até que alguém deu voz de alarme na aldeia .
Os homens que o carregaram notaram que pesava mais que outros conhecidos e quando o estenderam no chão viram que era maior que todos os homens .
Naquela noite não saíram para o mar ... Os homens foram averiguar se faltava alguém nas aldeias vizinhas , as mulheres ficaram a cuidar do afogado .
Quando acabaram de o limpar ficaram sem respiração .
Era o mais alto , mais forte , mais viril e mais bem aparelhado que jamais tinham visto .
Não encontraram na aldeia cama suficientemente grande para o estender nem mesa suficientemente sólida para o velar .
Pensavam que se aquele magnífico homem tivesse vivido na aldeia , a sua casa teria as portas mais largas , o tecto mais alto , o chão mais firme . A sua mulher teria sido a mais feliz e teria tido tanta autoridade que teria tirado os peixes do mar pelos nomes .
Teria sido capaz de fazer tudo melhor que qualquer um dos homens da aldeia .
Quando os homens voltaram com a noticia que também não era das aldeias vizinhas , elas sentiram um vazio de júbilo entre lágrimas ...
Bendito Deus , é nosso !
E assim fizeram o funeral mais explêndido que se podia conceber .
Enquanto discutiam o privilégio de o levar aos ombros pela ladeira , homens e mulheres tiveram consciência , pela primeira vez , da desolução das suas ruas , da aridez dos seus quintais, da estreiteza dos deus sonhos , perante a formusura do afogado .
Quando o largaram no abismo da supultura , foi sem ancora para que voltasse se e quando quizesse .
Não tiveram necessidade de olhar uns para os outros para darem conta que já não estavam todos nem voltariam a estar .
Mas também sabiam que tudo seria diferente desde então ... as casas iam ter portas mais largas , tectos mais altos e soalhos mais firmes , iam pintar as fachadas de cores alegres , escavar nascentes nas pedras e semear flores nas fragas , para que quando os passageiros dos grandes barcos passassem ... ficassem deslumbrados com a aldeia de ... Esteban .
Gabriel Garcia Marquez _ O afogado mais bonito do mundo . [ com alguns cortes ]
Helene knoop
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