A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

quinta-feira, novembro 29, 2007

Côr de um Outubro.



De amor nada mais resta que um outubro.
E quando mais amada mais desisto
Quanto tu mais me despes mais me cubro
E quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
Porque se mais me ofusco, mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto
Por fora ajoelho, corpo mistico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
Dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
Nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço,
Mais de terra e fogo é o abraço
Com que na carne queres reter-me jovem .!

Natália Correia

1 comentário:

Lisboa disse...

Ao escolheres este soneto
Estás a escolher-te a ti mesmo
E quanto mais te encobres
Mais em mim te descobres