A _ cor _ dar , é preciso !
segunda-feira, junho 30, 2008
domingo, junho 29, 2008
Côr de pássaro azul .

Quem era eu antes de mim ?!
Pergunta difícil de se responder, sobretudo quando a criança não se contenta, com as variadíssimas respostas dadas pelos adultos.
Mas há um pássaro azul.
Há sempre um pássao azul , pronto a elucidar as crianças que acreditam nele.
Então ... ele transporta a criança _ em sonho ?! _ e mostra-lhe um imenso prado de luz, onde brilham belas gotinhas de prata.
_ Estas gotinhas são Almas , o princípio de todos _
_ A Essência onde tudo começa _ diz o pássaro .
A criança fica encantada .
Era a resposta !
Ela contou e ensinou aos adultos.
Só que a criança , apesar da sua inocência, é um ser humano.
E
Como tal ... a ância de nova pergunta ...
_ E depois de mim ? _
_ Que vou ser depois de mim ? ! _
Inspirado , e com algumas colagens , no livro de
Inês de Barros Batista
_ Quem era eu antes de mim _
sábado, junho 28, 2008
Côr de autoconfiança .
sexta-feira, junho 27, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
Côr de casa no campo .

Eu quero
Uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais ,
E tenha sòmente a certeza dos amigos do peito e nada mais .
Eu quero uma casa no campo onde eu possa ficar no tamanho da paz ,
E tenha somente a certeza dos limites do corpo e nada mais .
Eu quero carneiros e cabras pastando , solenes, no meu jardim .
Eu quero o silêncio das línguas cansadas !
Eu quero a esperança de óculos ,
Meu filho, de cuca legal .
Eu quero plantar e colher com a mão, a pimenta e o sal .
Eu quero uma casa no campo do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé .
- Onde possa plantar meus amigos, meus discos e livros-
E
Nada mais .!
Zé Rodrix
quarta-feira, junho 25, 2008
Côr de pinceis .
terça-feira, junho 24, 2008
Côr de paleta incompleta .
segunda-feira, junho 23, 2008
domingo, junho 22, 2008
Côr de perspectiva .

Quando
Se é demasiado jovem, não se julga bem.
Se demasiado velho, o mesmo.
Se não se pensa nisso o suficiente, se se pensa demais, teimamos, e encasquetamo-nos.
Se se considera a própria obra logo depois de se ter feito, está-se ainda muito preso a ela.
Se muito tempo depois, não se entra mais nela.
Asim , os quadros vistos de longe demais e de perto demais.
E há apenas um ponto indivisível que é o verdadeiro lugar!
Os outros estão demasiado perto, demasiado longe, demasiado alto, demasiado baixo.
A perspectiva marca-O na arte da pintura.
Mas ... _ na verdade e na moral _ ... quem o marcará?
Pascal _ in Pensamentos _
sábado, junho 21, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
Côr de principio e fim .

O círculo
É a forma eleita !
É ovo, é zero, é ciclo, é ciência.
Nele se inclui todo o mistério
E toda a sapiência.
É o que está feito, perfeito e determinado .
É o que principia no que está acabado.
A viagem que o meu ser empreende ...
Começa em mim e fora de mim .
E ainda a mim se prende !
A senda mais perigosa.
Em nós se consumando.
Passando a existência mil círculos concêntricos desenhando. !
Ana Hatherly
quinta-feira, junho 19, 2008
Côr de Jeu de Lettres .

Faria
Este mês , mais precisamente no dia 13 , cem anos !
_ Maria Helena Vieira da Silva _ 1908 - 1992 _
Depois da sua morte, entre os seus papeis , foi encontrado este belíssimo texto .
Eu lego aos meus amigos
Um azul cerúleo para voar alto.
Um azul cobalto para a felicidade.
Um azul ultramarino para estimular o espírito.
Um vermelhão para o sangue circular alegremente.
Um verde musgo para apaziguar os nervos.
Um amarelo ouro_ riqueza.
Um violeta cobalto para o sonho.
Um garança para deixar ouvir o violoncelo.
Um amarelo barife_ ficção científica e brilho, resplendor.
Um ocre amarelo para aceitar a terra.
Um verde veronese para a memória da primavera.
Um anil para poder afinar o espírito com a tempestade.
Um laranja para exercitar a visão de um limoeiro ao longe.
Um amarelo limão para o encanto.
Um branco puro_ pureza.
Terra de siena natural_ a transmutação do ouro.
Um preto sumptuoso para ver Ticiano.
Um terra de sombra natural para aceitar melhor a melancolia negra.
Um terra de siena queimada para o sentimento de duração.!
quarta-feira, junho 18, 2008
Côr de Summertime / Billy Stewart .
Mais uma interpretação , excelente , da ária composta , em 1935 , para a ópera Porgy and Bess ,
pela dupla _ Ira e George Gershwin _ .
terça-feira, junho 17, 2008
Côr de travessia .
segunda-feira, junho 16, 2008
Côr de invocação .

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança.
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza.
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança.
Pela branda melodia do rumor dos regatos, pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia, pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos, pela exactidão das rosas.
Pela Sabedoria.
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes.
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos .
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes.
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra.
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz.
Eu te invoco ó benigna, ó santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
Deixa passar a Vida!
Natália Correia
domingo, junho 15, 2008
Côr de ... sê alma !
sábado, junho 14, 2008
Côr de amigo primeiro .
sexta-feira, junho 13, 2008
Côr de união perfeita .
quinta-feira, junho 12, 2008
quarta-feira, junho 11, 2008
Côr de folha que sou .

Não há
Não, duas folhas iguais em toda a criação.
Ou nervura a menos, ou célula a mais, não há, de certeza, duas folhas iguais.
Limbo todas têm, que é próprio das folhas.
Pecíolo algumas, bainha nem todas.
Umas são fendidas, crenadas, lobadas, inteiras, partidas, singelas, dobradas.
Outras acerosas, redondas, agudas, macias, viscosas, fibrosas, carnudas.
Nas formas presentes, nos actos distantes, mesmo semelhantes são sempre diferentes.
Umas vão e caem no charco cinzento, e lançam apelos nas ondas que fazem.
Outras vão e jazem sem mais movimento.
Mas outras não jazem, nem caem, nem gritam ... apenas volitam nas dobras do vento.
É dessas que eu sou .!
António Gedeão
terça-feira, junho 10, 2008
Côr de ... mudanças .

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança.
Do mal ficam as mágoas na lembrança, e do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto, que já foi coberto de neve fria.
E em mim converte em choro o doce canto.
E
Afora este mudar-se cada dia
Outra mudança faz de mor espanto
Que não se muda já como soía.
Luis Vaz de Camões
segunda-feira, junho 09, 2008
Côr de pomba da paz .

A pomba
Que tu mataste, trazia sangue vertido.
Outras armas, outras balas a teriam atingido!
Não é só o teu remorso de havê-la sacrificado, mas de quantos apontaram ... mesmo sem ter acertado.
Até de quem nem por sombras, ao atirar-lhe uma flor , sabia que estava ainda ...
Ajudando o caçador .!
Edgar Carneiro
domingo, junho 08, 2008
sábado, junho 07, 2008
Côr de levantar voo .
sexta-feira, junho 06, 2008
Côr de Baco .
quinta-feira, junho 05, 2008
Côr de não fácil .
quarta-feira, junho 04, 2008
Côr de ... já .

Quero um cavalo de várias cores ,
Quero-o depressa, que vou partir.
Esperam-me prados com tantas flores,
Que só cavalos de várias cores
Podem servir.
Quero uma sela feita de restos dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva _ nimbos e cerros_
Sobre os valados, sobre os aterros ... Que o mundo é meu !
Quero que as rédeas façam prodígios ...
Voa, cavalo, galopa mais.
Trepa às camadas do céu sem fundo, rumo àquele ponto ... Exterior ao mundo... para onde tendem as catedrais .
Deixem que eu parta ... agora ... já !
Antes que murchem todas as flores.
Tenho a loucura !
Sei o caminho !
Mas como posso partir sózinho ... Sem um cavalo de várias cores ?!
Reinaldo ferreira
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
Côr de silex

Um dia
Acordei transformada em máquina ... mas não quis acreditar!
Tinha sido só um pesadelo .
Mas daqueles que duram, daqueles que doem .
E
Apeteceu-me não mais voltar a olhar o teclado do computador, o ecrã da televisão, a solidão dos numeros do telefone.
Mas não consegui fazê-lo.
E
Então lembrei-me das palavras antiquíssimas e sábias da Natureza, minha mãe.
_ Tenho leis a que nem eu consigo escapar _
Foi então que peguei num fragmento de silex e ... voltei a escrever o meu nome, na superfície rija do muro de uma caverna que cheirava ...
A magia e a eternidade .!
domingo, junho 01, 2008
Côr de dia mundial da criança .

Elaboração dos _ Direitos da Criança _ 1959 .
Comemoração deste dia _ 1950 .
Ele serve para lembrar um grande problema mundial._O esquecimento destes direitos _ .
_Pede-se a uma criança _ desenha uma flor _
Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala, onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo, o papel está cheio de linhas.
Umas numa direcção, outras noutra. Umas mais carregadas outras mais leves, umas mais fáceis outras mais custosas.
A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.Outras eram tão delicadas que o peso do lápis, já era peso demais.
Depois a criança vem mostrar às pessoas _ uma flor _ !
As pessoas não acham parecidas estas linhas com uma flor.
Contudo, a palavra flor andou dentro da criança .
Da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor.
E a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas.
Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares ... mas são aquelas linhas com que Deus fez uma flor.!
_Almada Negreiros _
Quero acreditar que as crianças que , neste momento , desenham flores, venham a ser os adultos que tudo farão, para que esta imagem, faça parte de um muito longinquo passado !
_Oxalá _ ... .!
_Oxalá_ ... .!
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