A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

quarta-feira, agosto 05, 2009

Côr de animais ?!



Amigos,
Os casos de animais maltratados e abusados não pára de aumentar.
Em Julho tivemos o maior numero de casos de animais vitimas de acidentes e maus tratos.
O numero de abandonos não pára de crescer, a consciência das pessoas é minúscula ou inexistente...
O sofrimento destes seres que todos os dias vemos e abrigamos está espelhado no seu olhar e nos seus gestos assustados.
Quando é adoptado um animal, dez vêm ocupar o seu espaço......o nosso desânimo é enorme.
Os casos que aqui se encontram são apenas alguns dos vários que recolhemos este mês.
Muitos dos abrigados neste mês são saudáveis e aguardam uma família de adopção.
Venham visitar-nos e apadrinhar/adoptar um destes seres afectuosos e leais.
Será recompensado/a com muita gratidão.

Obrigada

Sesimbra, 30 de Julho de 2009

Ana Duarte
www.bianca.pt
http://biancaassociacao.blogspot.com


_O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo Émile Zola


Provavelmente , muitas pessoas dirão ... se se preócupassem com as crianças e os velhos .
Um assunto não invalida outro .

Antes pelo contrário .
Quando um País respeitar os seus animais , haverá um avanço a todos os níveis .
Gandhi já o dizia ... ... há quantos anos
?!

3 comentários:

Luis Filipe Gomes e Silvia Cunha Pedro disse...

Dos animais digo o que disse um poeta brasileiro relativamente aos filhos: "...melhor não tê-los! mas como sabê-los?"
Os animais que tenho, recolhi-os da rua como o cãozinho Pop, ou adoptei-os quando abandonados como a Andorinha que foi atropelada e teve de levar uma prótese numa anca.
Sempre que posso deixo comida e água para os gatos que os donos não alimentam, para os pássaros que andam livres...sacudo as moscas para a rua e as aranhas ponho-as nos vasos da varanda...
Para os ditos amigos dos animais o que eu digo é que têm de ser coerentes.Deixem de comer animais!
Façam-no gradualmente. Entretanto
Denunciem actividades como a caça, a pesca dita desportiva...
Escrevam para as Câmaras Municipais denunciando o hábito estúpido e criminoso que as Juntas de Freguesia têm quando espalham herbicidas para matar as ervas dos passeios. Se já é estupidez matar plantas que limpam o ar possibilitando-nos a vida precisamente nos locais em que nós mais o poluímos; usar herbicidas é criminoso! Os herbicidas têm processos de decomposição tão lentos que matam todos os seres que tocam. Primeiro as plantas do passeio, depois: o gato da vizinha que só queria usar a erva para se purgar, a sardanisca que comeu o mosquito que tinha pousado nas pedras do passeio onde ficou o herbicida, os peixes do rio para onde correu a água da chuva contaminada com o herbicida, o mar onde desagua o rio, etc.
Nós somos animais iguais aos outros que julgamos inferiores a nós. Espero que a inteligência superior que julgamos possuir, possa em nós humanos ultrapassar a pulsão do predador e perceber que os outros têm também "alma". Digo como aprendi de Leonardo Da Vinci, "O dia virá em que a Humanidade perceberá que é tão criminoso matar um animal como matar um ser humano."
Recentemente estive a falar com agricultores que se debatem com investidas nas colheitas de animais como javalis, saca-rabos, etc. o que lhes disse foi: Em vez de armadilhas plantem alhos para cercar as culturas mais preciosas; quando forem cortar o cabelo tragam os cabelos do dia e encham meias velhas para as suspender junto às culturas; a roupa que despirem para lavar deixem-na primeiro ao ar à volta da horta ou de onde o vento fôr dominante; mudem de atitude e deixem propositadamente alimento para os animais.
Aqui há uns anos na aldeia de meu pai, onde estive agora, o pêro bravo de Esmolfe abundava circundando tudo o que era horta ou campo de cultivo. Estes pereiros e outras macieiras deixavam cair no chão os seus frutos extremamente aromáticos. Nunca percebi porque é que as pessoas do campo que quase não comiam fruta tinham tantas árvores de fruto. Julgava eu que só serviam para caír ao chão. É verdade que enchiam a barriga a cabras, a ovêlhas, aos burros e a mim. O que eu não sabia era que também alimentavam outros animais desde insectos e pássaros até aos ouriços e javalis.
O meu respeito por essas pessoas antigas, maioritáriamente analfabetas contra sua própria vontade, não cessa de crescer. Geracionalmente a sua cultura rica e profunda era transmitida por via oral e por uma forma chamada tradição, a qual a nossa arrogante ignorância urbana despreza ou atribui significados errados.
Por isso aos amigos que benévolamente me perguntam o que como e se só como soja eu respondo: como o que a minha avó comia. Nesse tempo os animais quando eram sacrificados para alimentação eram
tomados com respeitosa frugalidade. Galinhas e cabras morriam de velhas e como me disse uma prima de oitenta e oito anos: "estas coisas não se contavam para as pessoas de fora não acharem que era desperdício."
Os mais atentos a preceitos rurais de preparação de alimentos fácilmente identificarão receitas
que se destinavam a tornar deglutíveis animais velhos.

Obrigado Maria.
Luís

Luis Filipe Gomes e Silvia Cunha Pedro disse...

Maria,
deliberadamente não falei de experimentação laboratorial com animais. A pesquisa ciêntifica tem muito de desperdício e pseudo-ciência. O horror e a crueldade são de uma atrocidade inadjectivável. Talvez só se entenda a dimensão desta maldade sem justificação quando se lêem relatos de seres humanos usados como cobaias em sítios como Auschwitz. Aí um animal humano como nós fala do sofrimento provocado por outro animal seu igual.
Luís

Lilazdavioleta disse...

Luis ,
tirando o primeiro periodo , com o qual ñ concordo , pois mesmo sabendo e tendo a minha vida condicionada , ñ deixarei de ter amigos de quatro patas , e no que se refere a filhos , quanto desgosto em ñ os ter ( mas isto já é outro departamento ), não mudo uma virgula em tudo o que dizes .

Obrigada por enriqueceres este espaço .

Beijo,

Maria