A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

terça-feira, setembro 12, 2017

Côr da pequena morte























Não
nos  provoca  riso  o  amor quando  chega  ao  mais  profundo  da  sua 
viagem ,   ao  mais  alto  do  seu  vôo . . .
no  mais  profundo ,  no  mais  alto ,  nos  arranca  gemidos   e  suspiros ,
vozes  de  dor ,  embora   seja   a  dor  jubilosa , e  pensando  bem  não há  
nada  de  estranho  nisso , porque  nascer  é  uma  alegria  que  dói .
Pequena  morte  ,  chamam  na  França  a  culminação  do  abraço  ,  que  
ao  quebrar - nos  faz  por  juntar - nos ,  e  perdendo - nos  faz  por  nos
encontrar  e  acabando  conosco  nos  principia .

Pequena   morte ,   dizem  . . .  mas   grande ,  muito  grande  haverá 
de  ser , 
se  ao  nos     matar   nos   nasce .










Eduardo   Galeano  _  Mulheres  _
imagem  _  Claude  Théberge  _

3 comentários:

Emília Pinto disse...

Muito interessante este " pequena morte". Temo-las com frequência, sendo ppr vezes uma grande decepção uma " pequena morte, morte de um sonho, de um desejo, de uma simples expectativa. Pequenas mortes doiem, mas sempre ressuscitamos delas, o que não acontece com a " grande morte ", a definitiva; esta tem uma cor muito mais preta. Beijinhos, Maria e obrigada pela cor de hoje, um pouquinho cinzenta, como esteve o dia aqui na minha cidade; o sol brilhou muito pouco
Emilia

Mariazita disse...

Interessantíssima, esta "dissertação" sobre a pequena morte - ou o abraço, no dizer dos franceses.
Desconhecia por completo, mas, sem dúvida, uma análise muito bem feita.
Gostei imenso.

Obrigada pelas boas vindas, Maria.

Continuação de boa semana.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

Jaime Portela disse...

Nascer é uma alegria que dói... Gostei, tal como de todo o texto.
Bom fim de semana, amiga Maria.
Beijo.