
A _ cor _ dar , é preciso !
quinta-feira, novembro 19, 2009
Côr de como ?

Como hás - de acreditar naquele que diz que gosta de ti ? Se houvesse algum estratagema para saberes que não mente , um caldo mágico de cor amarela que , ele comendo - o , com uma colher de prata , revelasse o segredo dos seus sentimentos . . . o caldo ficaria verde em caso de mentira , e laranja carregado , quase vermelho , quando de verdade gostasse muito de ti . E quando mais carregado de vermelho , mais amor te teria .
Se , em contrapartida , o caldo conservasse o amarelo original , quereria isso dizer que no tocante ao coração lhe és completamente indiferente .
Eu sei que esta receita me faria rico . Seria um invento útil e fácil de entender . Como um semáforo .
Passei décadas com pózinhos , raízes e verduras , à procura deste caldo tornassol . Ainda não o descobri . Mas , à falta de um método infalível , aí vai o velho conselho matemático ... deve-se acreditar em metade da metade . Se depois desse par de divisões ficar de pé uma chamazinha de luz , começa a acreditar nele , mas não te esqueças . . . os homens são cobardes a amar .
Héctor A . Faciolince _ Receitas de amor para mulheres tristes _
quarta-feira, novembro 18, 2009
Côr de vem .
Vem.
Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes,
sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamo-nos pelos pensamentos,
sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca,
contemo-nos todos os segredos do mundo,
como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos
que só são capazes de entender
se escutam palavras e vêem rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão ... " toca",
se todas as mãos são uma ?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Rumi
sábado, novembro 14, 2009
Côr de dois prazeres .
Hoje ,
acordei com necessidade de proporciona -me dois prazeres ...
Coisas simples .
Que envolvem o corpo e a alma .
Nadar e dançar .
O primeiro foi fácil . A poucos metros de casa há um clube , e , devido à hora , tive a piscina por só para mim . A àgua a envolver - nos naquele abraço não forçado , é delicioso .
Claro que preferia um rio ... a envolvência é mais forte e profunda .
Vim revigorada a todos os niveis .
O segundo , não foi possível . Hoje não há dança no clube , e a que me apetecia não se pratica lá .
E como dançar ... é sonhar com os pés ...
O meu começo de dia , ficou entre a realidade e o sonho !
sexta-feira, novembro 13, 2009
Côr de limites .

Condenado estou a te amar
nos meus limites ,
até que exausta e mais querendo
um amor total , livre das cercas ,
te despeça de mim , sofrida ,
na direção de outro amor
que pensas ser total , e total será
nos seus limites da vida.
O amor não se mede
pela liberdade de se expor nas praças
e bares , em empecilho.
É claro que isto é bom e ás vezes ,
nos meus limites ,
até que exausta e mais querendo
um amor total , livre das cercas ,
te despeça de mim , sofrida ,
na direção de outro amor
que pensas ser total , e total será
nos seus limites da vida.
O amor não se mede
pela liberdade de se expor nas praças
e bares , em empecilho.
É claro que isto é bom e ás vezes ,
sublime.
Mas se ama também de outra forma , incerta ,
e este o mistério ...
ilimitado o amor às vezes se limita ,
proibido é que o amor às vezes se liberta.
Mas se ama também de outra forma , incerta ,
e este o mistério ...
ilimitado o amor às vezes se limita ,
proibido é que o amor às vezes se liberta.
*
*
*
Affonso Romano de Sant ´Anna
quinta-feira, novembro 12, 2009
Côr de separação .

Desmontar a casa
e o amor. Despregar
os sentimentos das paredes e lençóis.
Recolher as cortinas
após a tempestade
das conversas.
O amor não resistiu
às balas, pragas, flores
e corpos de intermeio.
Empilhar livros, quadros,
discos e remorsos.
Esperar o infernal
juizo final do desamor.
Vizinhos se assustam de manhã
ante os destroços junto à porta ...
_ pareciam se amar tanto _!
Houve um tempo ...
e o amor. Despregar
os sentimentos das paredes e lençóis.
Recolher as cortinas
após a tempestade
das conversas.
O amor não resistiu
às balas, pragas, flores
e corpos de intermeio.
Empilhar livros, quadros,
discos e remorsos.
Esperar o infernal
juizo final do desamor.
Vizinhos se assustam de manhã
ante os destroços junto à porta ...
_ pareciam se amar tanto _!
Houve um tempo ...
uma casa de campo ,
fotos em Veneza ,
um tempo em que sorridente
o amor aglutinava festas e jantares.
Amou-se um certo modo de despir-se
de pentear-se.
Amou-se um sorriso e um certo
modo de botar a mesa. Amou-se
um certo modo de amar.
No entanto, o amor bate em retirada
com suas roupas amassadas, tropas de insultos
malas desesperadas, soluços embargados.
Faltou amor no amor ?
Gastou-se o amor no amor ?
Fartou-se o amor ?
O amor ruiu e tem pressa de ir embora
envergonhado.
Erguerá outra casa , o amor?
Escolherá objetos , morará na praia ?
Viajará na neve e na neblina ?
Tonto , perplexo , sem rumo
um corpo sai porta afora
com pedaços de passado na cabeça
e um impreciso futuro.
No peito o coração pesa
mais que uma mala de chumbo.
Affonso Romano de Sant´Anna
fotos em Veneza ,
um tempo em que sorridente
o amor aglutinava festas e jantares.
Amou-se um certo modo de despir-se
de pentear-se.
Amou-se um sorriso e um certo
modo de botar a mesa. Amou-se
um certo modo de amar.
No entanto, o amor bate em retirada
com suas roupas amassadas, tropas de insultos
malas desesperadas, soluços embargados.
Faltou amor no amor ?
Gastou-se o amor no amor ?
Fartou-se o amor ?
O amor ruiu e tem pressa de ir embora
envergonhado.
Erguerá outra casa , o amor?
Escolherá objetos , morará na praia ?
Viajará na neve e na neblina ?
Tonto , perplexo , sem rumo
um corpo sai porta afora
com pedaços de passado na cabeça
e um impreciso futuro.
No peito o coração pesa
mais que uma mala de chumbo.
Affonso Romano de Sant´Anna
*
O amor ... não ... não faltou , não gastou , não fartou .
Apenas ... que é eterno enquante dura [ como diz o poeta ] .
E o mais fabuloso . A fantástica aceitação e recuperação do ser humano , até mesmo no que respeita ao amor .
terça-feira, novembro 10, 2009
Côr de muros .

Ontem comemorou-se vinte anos passados , sobre a queda do muro de Berlim , ou , como também era conhecido , da vergonha .
Para quando comemorar a queda de outros muros existentes , fisicamente , por esse mundo fora e os sem número dos que não sendo vistos , existem tão mais fortes que os de pedra e cimento ?
Para quando cairão todos os muros que nós próprios erguemos , pelo simples facto de uma diferença de cor [ não só de pele ] ?
Para quando deixaremos de ter motivos de vergonha ?
Para breve ?
Quero e preciso acreditar !
Côr de Mário Viegas .
Trinta minutos antes do dia de S. Martinho , tal como ele dizia , nasceu , há sessenta e um anos ,
este Senhor !
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