A _ cor _ dar , é preciso !
sábado, fevereiro 28, 2009
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Côr de ... Pequenina .
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Côr de Sean Penn .
Um Homem que tem vindo ao longo do tempo a crescer como actor,
mas
também como ser humano pensante !
Tenho visto , senão todos os filmes interpretados por ele , nestes últimos anos , mas quase , e não me tenho sentido defraudada , quando vou à espera de um excelente trabalho .
Este último , Milk , a voz da igualdade , não tive , ainda , possibilidade de vê -lo , mas não duvido que é um bom filme e que ele contribui para tal .
O meu preferido é Vinte e um gramas _ quando digo isto é raro não argumentarem que Mystic River é " outra coisa " _ .
E lá tenho que repetir ... _ Só disse que o preferia . Não falei em qualidade de realização , sobretudo ...
Depois de ver este , manter-se-á a preferência ?!
Parabéns Sr. Sean Penn .
terça-feira, fevereiro 24, 2009
Côr de entrudo .

Há
muitos anos atrás , não tanto quando os animais
Chama-se a isso ... mascarar-se.
Hoje , aproveitamos para dar uns retoques
Não estou a querer dizer que todo o ano seja
Mas enquanto nos apercebermos que
Pior é quando isso já não acontece , e elas
Mas quando temos amigos , ou melhor , o amigo ,
Oxalá todos tenhamos esse amigo .
Oxalá !!!
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
domingo, fevereiro 22, 2009
Côr de Lagoa Henriques .
sábado, fevereiro 21, 2009
Côr de modo de saber .

O meu modo de saber é adoecendo !
Não um mal estar passageiro .
Não daria para entender .
Tem que ser uma doença que ultrapasse um mês ou mais e me inpossiblite sair de casa.
Que a paciência e o mau estar sejam postos à prova ...
Tem sido assim das outras vezes.
Aí ... começo amar o meu lar e o local onde o mesmo se situa .
Não resisto , baixo a guarda .
Aqui , sinto . . . o privilégio de ver o nascer e pôr do Sol , a lua quando está cheia e aparece esplendorosamente amarelada , num céu escuríssimo pejado de estrelas, ser visitada , diarimente por uma gaivota , que grasna pedindo comida e por pardais que penicam na maioria das plantas , escutar a algazarra alegre que as crianças fazem no recreio de uma escola , e o buzinar nervoso dos condutores que esperam em fila , de para arranca , _ esta a menas agradável , mas tem o seu sabor , na medida que faz a diferença entre a quietude da noite _ .
A simpatia dos vizinhos .
Mas mais importante que tudo isto , é ter amigos ali a um estender de braço . Aqueles de longa data e que , nem o tempo os despromoveu do hoje , e quando é preciso dizem presente .
Quando me apercebi que estava a viver no centro da cidade , coisa que tinha decidido não acontecer , não entendi .
Hoje ... já sei .
Foi mais uma lição .
Como tudo tem as duas faces ... fui obrigada a pensar que "apesar dos pesares ", viver aqui pode vir a se bom !
Continuarei a embirrar com determinadas caracteristicas , muito próprias , dos meus conterrâneos , mas como não gosto de portas e gosto de pontes, os afectos e desafectos circulam e cruzam -se livremente , até que um dia , sem deixar de amar outros lugares , e muito lentamente , dexar-me-ei cativar pela cidade onde nasci , mas que recusei senão sempre , na maior parte do tempo que cá tenho vivido.
Oxalá !!
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Côr de ... falar .

Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte .
Há palavras imensas, que esperam por nós
E outras frágeis, que deixaram de esperar.
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens, palavras que guardam o seu segredo e a sua posição .
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor .
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis à boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas .
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar .
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem .
Palavras maternais só sombra , só soluço , só espasmos , só amor só solidão desfeita .
Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.
Mário Cesariny
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Côr de água lilás .

O avô Bento ,
em noites de cacimbo à volta da fogueira , nos
contou fumando o seu cachimbo , que ele próprio
esculpiu , em pau especial .
_ Dizia a estória se passou aqui mesmo , nas serras
ao lado , mas pode ser que fosse trazida de qualquer
parte da África .
Até mesmo do Oriente , onde dizem , também há
água lilás _ .
Se virmos bem , em muitos lados pode ter uma
montanha semelhante .
Eu só contei aquilo que o avô nos contou ,
não inventei nada.
_ Era uma montanha como as outras.
Tinha dois cumes principais ... o cume Lupi ,
onde nascia o rio do mesmo nome , e o cume
do Sol no extremo oposto.
No meio dos dois , havia um morrozito com
pedras , sem plantas nem arvores , apenas
capim baixo .
Era o sitio mais calmo e dali podia ver-se
melhor o luar de Lua cheia , por isso era o
Morro da Poesia .
Era uma montanha como todas as outras ...
mas seria mesmo ?! _
Pepetela
_ excerto de A Montanha de Água Lilás _
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Côr de ode ao gato .

Os animais foram imperfeitos, compridos de rabo, tristes de cabeça.
Pouco a pouco se foram compondo, fazendo-se paisagem, adquirindo pintas, graça , vôo.
O gato, só o gato apareceu completo e orgulhoso.
Nasceu completamente terminado, anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas, o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato quer ser só gato e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva, da noite até os seus olhos de ouro.
Não há unidade como ele,
não tem a lua nem a flor tal contextura.
É uma coisa só como o sol ou o topázio,
e
a elástica linha em seu contorno firme e sutil é como a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos deixaram uma só ranhura para jogar as moedas da noite .
Oh pequeno imperador sem orbe, conquistador sem pátria, mínimo tigre de salão, nupcial sultão do céu das telhas eróticas, o vento do amor na intempérie reclamas quando passas e pousas quatro pés delicados no solo, cheirando, desconfiando de todo o terrestre, porque tudo é imundo para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente da casa, arrogante vestígio da noite, preguiçoso, ginástico e alheio, profundíssimo gato,polícia secreta dos quartos, insígnia de um desaparecido veludo, certamente não há enigma na tua maneira, talvez não sejas mistério, todo o mundo sabe de ti e pertences ao habitante menos misterioso talvez todos acreditem, todos se acreditem donos, proprietários, tios de gato, companheiros, colegas, discípulos ou amigos do seu gato.
Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e o seu arquipélago, o mar e a cidade incalculável, a botânica o gineceu com os seus extravios, o pôr e o menos da matemática, os funis vulcânicos do mundo, a casca irreal do crocodilo, a bondade ignorada do bombeiro, o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença, os seus olhos têm números de ouro.
Pablo Neruda
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Côr de Forrest Gump .
Mais um filme.
O chamado tema musical , diz-me pouco .
Em contrapartida a banda sonora é òptima .
Preciso revê-lo , pois Sei que é um dos , e só tenho bem presente as cenas inicial e final.
Estou a " ver " uma pena volteando e caindo sobre a perna de Forrest , no início , e no fim , a mesma pena voando de um livro , onde esteve guardada , durante a narrativa !
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Côr de a olhar o sol .

Pensei
uma vez numa máquina unicamente construída para
ficar parada , a receber luz , a olhar o sol.
Nenhuma função útil , nada humano nesse material.
Como algo inventado para descansar.
Coincide _ a forma dessa máquina _ com um certo
animal que é hábito surgir no fim do dia , nos livros
infantis .
Estranheza ... o número dos seus membros inferiores
é zero.
Talvez essa coisa estranha voe,
e
não aprecie o solo .
Gonçalo M. Tavares
domingo, fevereiro 15, 2009
sábado, fevereiro 14, 2009
Côr de ... romances de amor .

Então apertou o gatilho e o animal deteve-se no ar /
António José Bolivar Proaño ergueu-se lentamente . Aproximou-se do animal morto e estremeceu /
Era maior do que julgara quando o vira pela primeira vez . Mesmo assim magra , era um animal soberbo , belo , uma obra prima de galhardia impossível de reproduzir sequer com o pensamento.
O velho acariciou-a , ignorando a dor do pé ferido , e chorou de vergonha , sentindo-se indigno , envilecido , de modo nenhum vencedor daquela batalha .
Com os olhos nublados de lágrimas e de chuva , empurrou o corpo do animal para a beira do rio /
Seguidamente , arremessou a espingarda com furia e viu-a mergulhar sem glória.
António José Bolívar Proaño cortou com um golpe de machete um grosso ramo e , apoiando-se nele , pôs-se a andar na direcção da sua choça e dos seus romances , que falavam de amor com palavras tão bonitas que às vezes lhe faziam esquecer a barbárie humana.
Luis Sepúlveda _ excerto de O velho que lia romances de Amor _
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Côr de ... não , não esqueci .
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Côr do rapaz de Blade Runner .

Tem o braço levantado para o sol ,
que rompe muito distante ainda do seu sonho.
É um papaz desses de Pasolini , esplendidamente nu , plantado na terra .
O braço direito , como já disse , levantado , o outro cai-lhe sem abandono ao longo do corpo.
O sorriso começa nos olhos de sua mãe ,
e nele a mágoa
de ser traído , não se anuncia ainda.
O futuro talvez venha a ter gente assim ,
feita da substância da luz ,
o vagaroso futuro,
o presente não , não tem .
Engénio de Andrade
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Côr de lucidez dolorosa .

Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa actual e comum .
sábado, fevereiro 07, 2009
Côr de ... mais fácil .

Devo dizer que nenhuma espécie de liberdade interessa aos indivíduos já libertos.
A liberdade é sempre , em qualquer , aspecto o grito de guerra dos escravos.
E o último tirano dos escravos é cada um mesmo. Ainda falta a cada um dos escravos libertar-se do seu próprio e último tirano .
Parece paradoxo , porém , o indivído liberto , o indivíduo profundamente humano será aquele que menos geitos tenha de pessoal ...
E é incompararavelmente mais fácil ir nas correntes do mundo que estar cá neste mundo.
José Almada Negreiros _ Textos de Intervenção , excerto , - 1934 _
E continuamos com a mesma dificuldade ... sermos!