A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

sábado, setembro 12, 2009

Côr de anunciar .


Quando
nasci , um anjo esbelto , desses que tocam trombeta , anunciou ...
vai carregar bandeira /

Mulher é desdobrável.
Eu sou.

*
Adélia Prado

4 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Não conhecia este poema. Inteligentíssimo...
Obrigado pela partilha querida amiga.
Beijo.

Lilazdavioleta disse...

Olá Nilson ,
obrigada pela visita e palavras .

Beijo e boa semana

Luis Filipe Gomes e Silvia Cunha Pedro disse...

Descobri há pouco tempo a Adélia Prado. A colibri editou-lhe dois livros uma antologia e julgo que o último saído no Brasil. Estão na lista de livros a comprar para ler.
A poesia dela pareceu-me ser assim de uma simplicidade como só a sabedoria profunda consegue ser. E evidencia a beleza nas coisas mais improváveis. Faz lembrar uma parábola em que os piedosos apóstolos passando ao lado de um cão morto em decomposição lamentavam cada um à sua maneira a sorte ou o estado de putrefacção da carcaça do animal, e Cristo na sua vez comentou "Olhai como são brancos os seus dentes."
E agora para te agradecer vou transcrever um poema que retirei do belíssimo "Cadernos de literatura Brasileira" dedicado a Adélia Prado.


Sei que Deus mora em mim
como em sua melhor casa.
Sou sua paisagem,
sua retorta alquímica
e para sua alegria
seus dois olhos.
Mas esta letra é minha.

(Oráculos de Maio)
Beijos Maria.
Luís

Lilazdavioleta disse...

Olá Luis , boa noite .
" sinto - te " mais animado . Que bom .

Gosto , muito ,desta parábola .
Ainda hoje recorri a ela , para pôr termo a um comentário que ñ me estava a agradar .

Agradeço , entretanto ,o teu agradecimento :)) . Lindo .

Beijos ,
Maria