
Alguém
Diz com lentidão ...
" Lisboa, sabes ... "
Eu sei.
É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
Eu sei.
E tu, sabias ... ?!
Eugénio de Andrade
1 comentário:
A solidão não existe à beira do rio,
Não existe à beira de um caminho,
Existe, dentro de um coração.
E quando existe
Não há nenhuma nudez
Que possa cobrir
Nem beijos
Que a façam sorrir.
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