A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

quinta-feira, outubro 22, 2009

Côr de sem borracha .



Viver ,
é

desenhar , sem utilizar a borracha !

6 comentários:

Luis Filipe Gomes disse...

Nunca utilizo borracha para apagar.
Quando desenho é sem a borracha de apagar. Se borracha tiver uso-a para desenhar, manchando e arrastando, esborratando o que está desenhado. Apagar é como mentir. Se mentires uma vez terás de continuar mentindo para sustentar a primeira mentira, e nunca mais se pára. Se apagares para corrigir nunca mais consegues desenhar nada, o saberes que podes apagar faz com que falhes sempre.
Da vida não falo porque...vou desenhando.
Luís

Lilazdavioleta disse...

Luis,
já tinha percebido que não utilizavas a borracha .
Claro que eu sim , porque ñ tenho a tua craveira .
Amo tudo que se relaciona com o que chamamos artes .Mas para ter o necessário para alimentar esses amores , tenho que me dedicar a uma outra coisa que gosto , mas não amo , e que se chama letras (História ).
E sabes , o amor faz milagres .
Quando se quer , consegue-se .

Mas lentamente estou a aprender e a interiorizar isso .Porque sei o que acabas de dizer .
Consegui , há dias , num workshop
dedicado à gravura ( iniciação ).
E saiu uma bela imagem .

Na vida ... quando sou eu a desenhar não a utilizo .Normalmente não carrego muito no traço e penso um bom bocado antes de iniciar . Se não fica " Aquele Desenho " , fica o meu , o mais honesto possível e como as minhas mãos permitem no momento .
Quando são os outros , sim . Se o desenho me agradiu e não quero lembrar mais dele.
Um beijo,
Maria

Lilazdavioleta disse...

Luis ,
fiquei a pensar - o saberes que podes apagar faz com que falhes sempre - Não concordo .
Eu sei que posso apagar , mas cada vez vou apagando menos e teimando e o falhanço não acontece .
A nossa personalidade manifesta-se em tudo .
Até no aprendizado de uma arte .
Maria

paulo disse...

Falando apenas da vida .
Traço fino , voz calma e pouco audível , ponde - te muitas vezes no lugar do outro , para perceber .
Rapariga estás cá . A lidar , diariamente , com quem desenha com traço grosso.
Tu vales muito .
Apetece abanar-te .
Mas depois , aquele apertado abraço
porque gosto , e muito , de ti .

Luis Filipe Gomes disse...

A ideia não foi bem expresa o que eu queria dizer é que não há enganos, não há falhanços. Uns e outros são registos do caminho. Falando só de traços que é mais simples, o traço que eu quero aparecerá ao fim de algumas tentativas. Quando eu chegar ao traço que queria reparo que um outro se adequa melhor, pois acentuo esse ou deixo que os outros façam parte do fundo, mas não apago nenhum, limito-me a evidenciar o que no momento me parece melhor.
O português é uma língua fabulosa, se em vez de traço colocar a palavra risco está tudo dito. Desenhar é um risco que se assume como o risco certo.
Luís

Quando é que postas uma gravura do workshop? Aguçás-te-me a curiosidade.

Lilazdavioleta disse...

Bom dia Luis ,

Logo que seja possível , faço - o .

Há a possibilidade de haver um pequeno curso . Claro que irei , porque adorei esta experiência .

Fica bem,
Maria