A _ cor _ dar , é preciso !






Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Mahatma Gandhi

sábado, dezembro 05, 2009

Côr de como ... boca .



Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Alexandre O´Neill

4 comentários:

paulo disse...

Querida ... amiga ,
letra à letra te digo : g , o, s , t,e ,i .

Beijos

hermetico fagundes disse...

Roubo-lhe o poema
Mas não os sonhos.
Pois que cada um tem os seus
Para lhes dar vida.

Mesa dos Sonhos

Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
De novos sonhos a vida

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

Lilazdavioleta disse...

Olá Paulo ,
obrigada pela visita .

Beijos

Lilazdavioleta disse...

Olá hermetico fagundes ,
obrigada pela visita e pelo poema aqui deixado .

Lembrei - me de si , quando lia este poeta , pois há um poema que lhe deve dizer muito .


Um beijo